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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Escândalos e polêmicas no meio evangélico tem afastado fiéis; Líderes apelam por união: “Devemos combater o erro, mas amar a igreja”


Escândalos e polêmicas no meio evangélico tem afastado fiéis; Líderes apelam por união: “Devemos combater o erro, mas amar a igreja”
A desilusão com as igrejas, oriundas de polêmicas envolvendo líderes e doutrinas, tem levado muitos cristãos a se afastarem das atividades em suas denominações, e muitos até a romperem vínculos com o modelo atual de igreja.
Essa insatisfação foi tema de dois artigos publicados recentemente, e que trazem em seu texto, caminhos alternativos ao abandono às igrejas. Escritos pelo reverendo Hernandes Dias Lopes e pelo blogueiro Antognoni Misael, do Púlpito Cristão, os textos propõem uma reflexão sobre a necessidade de combater erros e heresias, sem deixar a igreja.
Lopes afirma que “há muitas pessoas decepcionadas com a igreja. Não com a igreja corpo de Cristo, noiva do Cordeiro, mas com a instituição eivada de líderes inescrupulosos que, tendo abandonado a sã doutrina, fazem do evangelho um produto, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores”.
O reverendo presbiteriano ressalta ainda que existem fiéis desiludidos com a igreja devido à politicagem: “Pessoas decepcionas com a reprovável política eclesiástica, de gente que se diz fiel à sã doutrina, mas se esconde atrás das estruturas eclesiásticas, para satisfazer seus desejos mesquinhos”, observa, antes de convocar os inconformados à ação: “Devemos repudiar toda tentativa de macular a igreja de Deus. A igreja deve ser lugar de vida. A igreja é a coluna e baluarte da verdade. É a agência do reino de Deus na terra, a proclamar a gloriosa mensagem da reconciliação. Devemos combater o erro, mas amar a igreja e participar dela com entusiasmo”.
Já o blogueiro Antognoni Misael relata a existência de uma espécie de enfraquecimento entre aqueles que combatem os erros, e o surgimento de inconformados com tudo e todos: “Não sei se muitos cansaram de bater nos vendilhões da fé, nas denominações neopentecostais, nos ladrões de almas, mas noto que muitos ‘esquerdistas’ começam a procurar caroço de manga em banana e passam a atacar e banalizar algumas divergências muitas vezes irrelevantes que se apresentam no meio cristão que tanto tentam manter-se firme a Verdade”, observa, criticando a falta de parâmetro ao criticar erros e falhas.
Misael ressalta, porém, que embora existam divisões, ainda existem pessoas motivadas e buscando a comunhão: “Enquanto muitos se atacam e discutem questões como igreja, denominação, dízimo, fazendo de suas diferenças a honra de uma guerra santa, outros mesmo em divergências superam-nas e no amor de Cristo caminham lado a lado dialogando de forma moderada e com sabedoria”.
Fonte: Gospel+
Por Thiago Chagas

sábado, 13 de outubro de 2012

Cortador, Migrador, Devorador e Destruidor - Doutrina de Deus ou dos demônios?





"MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;"  
(I Timóteo 4 : 1)

Nunca a igreja de Cristo foi tão assolada por ensinos controversos, heréticos e nocivos quanto a sua missão de libertar vidas e preparar-se para o dia do encontro com seu esposo nas nuvens, como nos dias atuais. Não há dúvidas que a igreja vive os últimos dias que antecedem a volta do Filho de Deus para arrebatá-la. Sabendo disso, nosso inimigo não poupa esforços para desvirtuar alguns do caminho. Paulo ensina aos tessalonicenses que a apostasia seria um grande sinal da vinda do Senhor e da presença do anticristo, que reinará por um período de tempo neste mundo, após Cristo levar sua igreja (2Tessalonicensses 2:3). Tal apostasia está claramente evidenciada, mas muitos ainda não se deram conta que a estão vivenciando em seu meio. É a dracma perdida dentro da própria casa (Lucas 15:9). Apostasia esta que se caracteriza por substituir a verdade pela mentira, supervalorizando os costumes e as tradições em detrimento da sã doutrina.

Em outro artigo intitulado “Pregar a Palavra com verdade é nossa responsabilidade”, enfatizei a respeito do cuidado que nós pregadores precisamos ter ao expor as Escrituras analisando o texto e contexto para não corrermos o risco de ensinarmos aquilo que não é a verdade ou irmos além do que está escrito (1Corintios 4:6).

Neste artigo, quero tratar de um assunto que é muito ensinado nas igrejas, onde a imaginação humana tem tomado o lugar da hermenêutica no que diz respeito a interpretação de alguns textos. É o caso dos gafanhotos que está registrado em Joel 1:4, que diz: O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta  o comeu, e o que ficou da locusta , o pulgão o comeu". Em algumas traduções os termos lagarta, gafanhoto, locusta e pulgão são substituídos por: cortador, migrador, devorador e destruidor. Estes insetos, na interpretação de alguns teólogos da prosperidade passam por uma espécie de metamorfose diabólica, onde os mesmos acabam por se transformam em terríveis demônios e que só existe um meio de combatê-los, como veremos a seguir.
É comum ouvirmos nas igrejas orações no momento de recolherem as contribuições da seguinte forma: “...Senhor repreenda o cortador, o migrador, o devorador e o destruidor das vidas dê seus filhos que vão ofertar e dizimar para tua obra, amém!

Seria cômico se não fosse trágico, pois a ideia que se tem hoje em muitas igrejas é que não existem seres mais poderosos e terríveis do que estes quatro tipos de gafanhotos. São mais terríveis até mesmo do que os quatro cavaleiros do Apocalipse.

Estes quatro gafanhotos quando transformados em demônios, recebem tanto poder (dos homens) para agirem na vida do cristão infiel nas suas contribuições, que nem mesmo Deus, ou o Nome de Jesus tem poder para deter as suas ações. E, infelizmente não são poucos os que acreditam nessa estória, de forma que estes são coagidos a  contribuír em suas igrejas, às vezes doando até tudo o que possuem por medo destes “demônios”, em lugar do temor que se deve ao Senhor.

O Espírito Santo fala-nos por intermédio de Paulo em 1Timóteo 4:1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.". É triste vermos que a maioria dos cristãos por não terem uma percepção exata das coisas divinas, acabam por abraçar doutrinas de demônios em seus círculos, sem usarem a razão, questionando se o que fazem está de acordo com a vontade de Deus ou não. Mas, isso se dá em consequência da falta de um ensinamento sadio, que possa gerar no crente uma fé genuína a ponto de estruturá-lo e fortalecê-lo para uma vida vitoriosa e que possa verdadeiramente agradar a Deus, porque sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.5).

Contribuindo para o estabelecimento dessas heresias nas igrejas, vemos o descaso de muitos crentes em relação ao estudo da Palavra, o que os torna fracos e suscetíveis a qualquer vento de doutrina, principalmente quando tais ensinos procedem de pessoas com formação teológica (Efésios 4:14). Mas o Espírito Santo já nos advertia que viria o tempo em que muitos não suportariam a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoariam para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; os quais desviando os ouvidos da verdade voltar-se-iam às fábulas (1Timóteo 4:3,4).

Sã doutrina, quer dizer uma doutrina sadia que não é fundamentada em tradições humanas e muito menos em fábulas engenhosamente inventadas (2Pedro 1:16). É o ensino coerente e santo contido nas Escrituras sem contradições.

As fábulas, segundo sabemos são estórias ou uma aglomeração de composições literárias em que os personagens são objetos, homens e animais que apresentam características humanas, tais como a fala, os costumes, etc. A estas, se dá tanta ênfase que os incautos passam a acreditar que seja uma verdade divinamente inspirada e que chegam a considerarem como uma doutrina sagrada e que a mesma não pode ser contestada.

Acreditando nisso, muitos chegam ao ridículo de ensinarem tais aberrações em suas congregações, a ponto de classificarem de hereges os que discordam, não tendo eles a visão que estão vivendo uma grande heresia e que poderão pagar um alto preço por também ensinarem aos outros. O Espírito Santo também nos diz que "o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus."  (2Coríntios 4:4).

E, essa falta de entendimento tem levado uma grande maioria de crentes a aceitar determinados modismos e desvios doutrinários, como sendo santos e inspirados. Como exemplo, temos essa estória dos quatro terríveis gafanhotos de Joel 1:4. É uma heresia que traz um ensino demoníaco  sagaz e blasfemo em relação à pessoa de Deus e de Cristo, quando se crê e se defende que estes gafanhotos são demônios que não poupam o crente, quando por algum motivo, este não contribue com seu dizimo a sua organização religiosa e também que não existe oração, jejum e nem mesmo o Nome de Jesus seja capaz de repreender tais demônios. Tal heresia é declaradamente uma doutrina de demônios dentro das igrejas cristãs, pois acreditando-se nestas fábulas, ridicularizam a pessoa de Jesus a quem deveriam honrar, pondo-o como impotente diante do deus "mamom", que segundo a crença, só quem tem o poder de expulsar esses demônios da vida do infeliz é o ato de dizimar e ofertar, que no caso seria dar dinheiro para aplacar a ira desses “demônios cruéis”.
Como um abismo chama outro abismo, essa heresia também ensina que Deus poderia ter um exército de demônios a seu serviço para agir destruindo sem misericórdia a vida do infiel, pois Joel 2:25 diz que estes gafanhotos é um grande exército do Senhor que Ele enviou contra o povo de Israel com o fim de prová-los, quanto sua infidelidade. Levando este texto ao pé da letra, de acordo com que ensinam distorcidamente, o povo é levado a cre que Deus teria demônios a seu serviço infiltrado nas fileiras de santos anjos, o que seria uma contradição.

O perigo de se fazer tais interpretações é que tais ensinos levam o crente a apostatar da fé, justamente pelo motivo que o mesmo passa a rejeitar a soberania de Deus, não levando em conta o amor, a justiça e a misericórdia de Deus. Partindo desse ponto, tais crentes começam a exumar leis e preceitos que por Cristo foram abolidos na cruz, negando que o sacrifício de Cristo tenha sido suficiente para salvá-los. Dessa forma, passam a ensinar um “outro evangelho” onde o amor e a graça de Deus não são suficientes (2Cor 11:4; Gl 1;6-9). E, inconscientemente, começam a atrair maldições, visto que procuram complementar a obra de Cristo com seus próprios esforços e que não são mais que obras da carne, quais são preceitos humanos e/ou tradições meramente humanas (Gl 3:10).

A igreja de Cristo precisa lutar contra essa ameaça e nunca esquecer que pela falta de fé, uma geração pereceu no deserto (Hb 3:17). Quando o Senhor voltar para buscá-la, espera encontrar fé na terra e por isso, é nosso dever batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, rejeitando esses modismos, ainda que com prejuízos (Jd 3).

Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"  (Lucas 18:8).

Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará.

sábado, 6 de outubro de 2012

Quem são os fariseus de hoje?



São os exterminadores da   liberdade alheia, que excluem sumariamente as pessoas e se afastam delas, achando que são muito melhores do que elas.
São os que usam luvas de assepsia e jogam no lixo os diferentes, os quais diferem deles quanto ao estilo, conceitos, doutrina, postura moral, ética e religiosa.

São os que têm “complexo de São Pedro” por se julgarem acima da lei, se achando no direito de abrir ou fechar as portas do céu de acordo com seu julgamento distorcido, separando antes do tempo determinado o joio do trigo, quem é salvo ou não, quando Jesus proíbe veementemente tal atitude.

São os que pensam que estão sozinhos no mundo, e acham que eles e sua igreja, serão os únicos que vão ser salvos, e sua doutrina, teologia, liturgia e preceitos morais são os únicos certos e todos ao redor estão errados.

São os que se prendem a teias de legalismos tentando comprar a graça de Deus com obras humanas e ofertas de desempenho pessoal. Estes, na prática, esperam ainda obter o favor de Deus, com boa moralidade e bom comportamento, anulando assim, completamente o sacrifício de Cristo na cruz.

São os que colam máscaras de religiosidade na cara para impressionar o mundo, assumindo ridículas atitudes de bajulação e arrotando vantagens, tecem grandes relatos de proezas espirituais exacerbadas.

São os que ficam à espreita da liberdade dos outros, criticando e disseminado suspeitas de todo tipo, visando salvar sua própria reputação e descobrir e expor à vergonha a reputação de quem não concorda com sua maneira hipócrita de ser.

Se nos tempos de Cristo os fariseus eram os líderes religiosos de sua época, os anciãos do povo, os que compunham o Sinédrio, os líderes que detinham o poder religioso e mantinham o status que econômico da nação, os fariseus de hoje também compõem grande parte da liderança das igrejas de hoje. Eles são os que se assentam nos concílios, nas juntas administrativas, nas comissões gestoras das organizações eclesiásticas, e se reúnem como donos e os chefes das grandes corporações da fé.

São, no entanto, aos olhos infalíveis de Jesus, hipócritas (atores que atuam com máscaras) que disseminaram ervas danosas no meio do trigo da igreja.

Sua atitude, apesar do alto teor moral, é tida diante de Deus, como palha que queima e que, ao passar pelo crivo do fogo purificador dos olhos do Rei, só sobrará cinza e poeira.

São os que ainda hoje Jesus chama de cobras. Venenosas, sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e todo tipo de imundície, os que coem um mosquito e engolem um camelo, guia de cegos, e dignos do inferno.

São esses aos quais Jesus disse que o honram com os lábios mais seu coração está longe Dele, e que adoram a Deus em vão, e cujos ensinos não passam de regras ensinados por homens.

Fico pensando em quão inconsistente é, para Jesus, tanta pompa, tantas construções, tantos cursos infindáveis de educação religiosa, tantas regras proibitivas, tantos sistemas complexos, tantos preceitos inócuos, e que no final pouca coisa sobrará de útil para o Reino, e quase nada que perdurará para vida eterna.

Não seja nem consinta ser um fariseu de hoje. Sai das fileiras da hipocrisia, e venha se alistar no exército dos filhos da luz, que andam na verdade, na simplicidade do Reino e que não tem outra motivação que não seja agradar ao Rei oferecendo um coração sincero e transparente, e motivações que advém do coração, por saber que Ele se compraz (se alegra sobremaneira) da verdade no íntimo.

Pr. Elias Ribas
Igreja Evangélica Assembléia de Deus
Blumenau - SC