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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Lei e os Profetas dão testemunho da justiça de Deus


"Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas;" (Romanos 3 : 21).

A terceira lição da Escola Dominical (CPAD) tem como tema “Justificação, somente pela fé em Jesus”. O primeiro tópico da lição fala sobre a “Justificação manifestada” e o primeiro sub-tópico tem como assunto: “um culpado que é inocentado”. Resolvi escrever sobre este tópico da lição, pois me chamou atenção o verso 21 do capítulo 3 da carta aos Romanos que é a base do estudo deste trimestre, onde o verso diz: "Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas". O que seria essa justiça e como ela era aplicada; estaria ela ficado de alguma forma oculta e de que maneira a lei e os profetas testemunharam dessa justiça de Deus na nova aliança?

No primeiro capítulo da carta aos romanos, Paulo ensina que a justiça de Deus a todos os homens (judeus e gentios) é revelada pela crença no evangelho, como diz: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Romanos 1 : 16 , 17).

Não é difícil de entender que essa Justiça de Deus foi manifestada por intermédio de seu próprio filho, Jesus Cristo quando veio ao mundo cumprir a vontade do Pai. Jesus não veio apenas cumprir a lei, mas toda a justiça de Deus (Mateus 3 : 15). Jesus é o início, o centro e o cumprimento das Escrituras. Certa vez Ele mesmo testificou assim. "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos." (Lucas 24 : 44). Cristo, como justiça de Deus é a redenção de todos os povos, do passado, do presente e do futuro, pois as Escrituras dizem que: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13 : 8). Sendo a justiça de Deus, nem mesmo na morte Ele descansou, pois foi pregar aos espíritos em prisão (1Pedro 3 : 18 – 20).

Como a justiça de Deus operou no antigo testamento e de que maneira a Lei e os profetas deram testemunho?

O Testemunho dos Profetas.

No antigo testamento todos os profetas testemunharam de Cristo como a justiça de Deus; de Moisés até Malaquias. No antigo testamento não encontramos o termo evangelho, pois evangelho significa “boas novas”. Somente Paulo diz que a Abraão foi pregado o evangelho antes da lei como uma maneira de demonstrar que os gentios (não judeus) seriam justificados pela fé (Gálatas 3 : 8). Mas, pelo fato de os judeus serem o povo eleito para guardar os oráculos de Deus (a Lei), era inconcebível a este povo a ideia de que Deus pudesse se achegar a outro povo que não fosse eles. Mas por intermédio do profeta Jonas, vemos Deus manifestar a sua justiça quando Ele envia-o a Nínive a anunciar Sua Palavra. Jonas, como judeu não tinha afinidade pelos ninivitas sabendo serem gentios e, na visão humana e exclusivista dele, os ninivitas não seriam dignos da misericórdia de Deus. Por isso, Jonas decide desobedecer a Deus e desvia sua rota indo para Társis (Jonas 1 : 3). 

Mas os planos de Deus não podem ser frustrados e então, Ele usa sua criação para realizar seu intento. Um grande peixe engole Jonas e o leva a Nínive a cumprir sua vontade (Jonas 1 : 17). Jonas prega a justiça de Deus e mesmo contra a sua vontade aquele povo crê e se arrepende do mal. Do rei ao mais humilde criado, todos se humilham na presença de Deus (Jonas 3 : 5 – 8). “Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez” (Jonas 3 : 10). Vemos que a justiça de Deus operou mediante a pregação de Jonas, pois “que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”.  (Romanos 10 : 17). Ao ver Deus perdoar esse povo, Jonas entra em depressão desejando a própria morte. Mas Deus fê-lo entender que a sua misericórdia está além dos caprichos dos homens. Esse exclusivismo do povo judeu se viu até mesmo entre os discípulos de Jesus, quando Pedro é enviado a Jope a pregar o evangelho (justiça de Deus) a um homem que não era judeu, mas gentio – Cornélio. Mas ao ver como Deus havia se revelado a Cornélio, Pedro exclama: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” (Atos 10 : 34 , 35).

O testemunho da Lei.

Na sua justiça, Deus não faz acepção de pessoas. Ao estabelecer a lei para os hebreus, o Senhor teve o cuidado em orientar as lideranças quanto a Sua justiça ser vivenciada em relação ao povo. A Lei assim diz: "Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas;" (Deuteronômio 10 : 17) ; "Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos."  (Deuteronômio 16 : 19). Aos sacerdotes no tempo de Malaquias, o Senhor repreende-os duramente por eles haverem transgredido a lei, sendo injustos com os próprios irmãos, com os necessitados até mesmo com seus cônjuges, quando eles trocaram suas esposas por mulheres estrangeiras, fazendo com que o altar do Senhor fosse coberto com lágrimas. "Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei." (Malaquias 2 : 9).

Na Lei, Deus manifestou a sua justiça a todas as classes de pessoas. Vemos isso quando Ele criou leis para proteger os órfãos, as viúvas e até os estrangeiros. Na distribuição dos dízimos que deveriam ser dados aos levitas por causa do trabalho que executavam no santuário; uma parte deveria ser repartida com os pobres como maneira de diminuir ou sanar a desigualdade social. Não cumprir essa lei em favor destas pessoas consistia em roubar a Deus e ser amaldiçoado (Malaquias 3 : 8 - 10). No novo testamento a igreja em seu início, seguiu o mesmo principio com as contribuições que a principio eram levadas aos pés dos apóstolos que distribuíam com os que tinham necessidades (Atos 4 ; 34). Jesus e os apóstolos ensinaram esse princípio com base na lei maior que é o amor, inclusive Paulo (2Corintios 9 : 1 – 15). Principio este que foi desvirtuado quando Roma institucionalizou a igreja e que infelizmente continua sendo até os dias de hoje, onde muitos já abandonaram o primeiro amor (Apocalipse 2 : 4).

Muitas igrejas que deveriam ser responsáveis em manifestar a justiça de Deus ao mundo, trilharam um caminho totalmente inverso à vontade Deus. Por amor ao dinheiro praticam a acepção de pessoas, recebendo e honrando em seus arraiais somente aqueles que contribuem conforme o desejo das lideranças, mas hostilizando e até expulsando os que não contribuem. Não levam em conta que seus pecados foram perdoados, mas o preço pago foi muito alto, para que pudessem ser justificados gratuitamente, isto é, sem terem que pagar nenhum preço, como diz: "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." (Romanos 3 : 24).

A acepção de pessoas é um grave pecado como diz Thiago, o irmão do Senhor: "Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores."  (Tiago 2 : 9). Ela é também uma afronta a Deus que é justo que ama a todas as suas criaturas, indistintamente sem pedir nada em troca. Por isso que Paulo prega que no evangelho se revela a justiça de Deus, "Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas." (Romanos 2 : 11).

Além da santidade, uma grande característica da igreja do Senhor é a justiça, qual deve praticar enquanto aqui entre os homens aguarda a vinda do noivo nas núvens para arrebatá-la.

"Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o SENHOR." (Filipenses 4 : 5).

Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará

segunda-feira, 7 de março de 2016

O Juízo Final


INTRODUÇÃO

"Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia."  (João 12 : 48).

O que será o juízo final? A bíblia o denomina de o julgamento do Trono Branco (Apocalipse 20 : 11). Excetuando os salvos em Cristo, cujos nomes estão escritos nos céus (Lucas 10 : 20);  todos os ímpios e pecadores que morreram desde Adão até o último vivente estarão perante Deus a prestar contas de seus atos, cujas obras encontram-se registradas nos livros (Apocalipse 20 : 12). O julgamento do Trono Branco acontecerá quando encerrar-se o período milenial e acredita-se que se dará em um lugar intermediário entre a terra e o céu, como diz as Escrituras: "E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles." (Apocalipse 20 : 11).

I – EVENTOS QUE ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL

1. A Última revolta de Satanás. E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha” (Apocalipse 20 : 7 , 8). Quando os mil anos do governo de Cristo terminar, é necessário que Satanás seja solto de sua prisão. Ele sabe que sua condenação é certa e por isso saíra a enganar as nações que estão sob os quatro cantos da terra (norte, sul, leste e oeste). Embora o milênio tenha sido um tempo de muita paz e harmonia, os que nascerem nesse período ainda precisarão ouvir o evangelho do reino e também serem provados (Tiago 1 : 12). Assim como hoje, muitos deles não obedecerão o evangelho e serão estes que Satanás conseguirá seduzir para os ajuntar em batalha contra Cristo e os santos (Apocalipse 20 : 9).

Há quem defenda que essa batalha organizada por Satanás depois do milênio, seja a do Armagedom por causa da expressão “Gogue e Magogue”, que na bíblia representa a confederação de nações. Porém, vale lembrar que por ocasião da batalha que ocorrerá no Armagedom, será o próprio Deus que ajuntará alí as nações, onde irá julgá-las, como diz Zacarias: "Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será extirpado da cidade." (Zacarias 14 : 2). Na batalha do Armagedom muitos morrerão e o propósito será destruir Israel. Mas na batalha final será Satanás que arregimentará as nações com o propósito de destruir a Cristo e a igreja. Mas não haverá batalha, porque fogo descerá do céu e devorará seu exército (Apocalipse 20 : 9).

2. A prisão eterna de Satanás. “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. (Apocalipse 20 : 10). Com a destruição de seu exército, Satanás agora será lançado para sempre no lago de fogo, que é o fogo eterno e que foi preparado para ele e seus anjos (Mateus 25 : 41). Alí já estarão a besta que é o Anticristo e o falso profeta que na terra enganaram os homens. De dia e de noite serão atormentados por toda a eternidade.

II – O JUÍZO FINAL

1. O que é e quando se dará? "Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios." (2Pedro 3 : 7). Na bíblia não existe o termo juízo final, porém o denominamos assim por se tratar do grande e último julgamento que acontecerá com a humanidade de todos os tempos e épocas. Neste julgamento comparecerão perante o juiz do trono branco todos os viventes. Grandes e pequenos, ricos e pobres estarão diante do trono a prestar contas de seus atos. Embora o Apocalipse fale que os mortos é que estarão diante de Deus, sendo julgados pelas coisas que estão escritas nos livros (Apocalipse 20 : 12), eu creio que todos estarão alí ressuscitados, como previu Daniel. "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno." (Daniel 12 : 2). Sobre essa verdade, o Senhor Jesus foi bem claro também. (João 5 : 28 , 29).

O juízo do Trono Branco também é identificado na bíblia como o dia do Senhor e se dará, após Satanás ser lançado no eterno lago de fogo. Creio que esse julgamento se dará em um lugar intermediário entre a terra e o céu, pois a terra nesse momento já terá ou estará sendo destruída pelo fogo de Deus. Assim como no arrebatamento, esse dia será repentino e sem aviso. "Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão." (2Pedro 3 : 10). Ver também Malaquias 4 : 1.

2. Quem será o juiz? "E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem." (João 5 : 27). Como foi enfatizado nas lições anteriores, o juiz será o Senhor Jesus, pois a Ele, o grande juiz e Pai nosso Deus, entregou todo o juízo. Desde a antiga aliança isso já era vaticinado. Samuel que foi juiz e profeta em Israel falou desse juízo. "Os que contendem com o Senhor serão quebrantados, desde os céus trovejará sobre eles; o Senhor julgará as extremidades da terra; e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido." (1Samuel 2 : 10). Em suas pregações pelo mundo o apóstolo Paulo deixou bastante claro essa verdade. "Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17 : 31).

3. Quem terá de prestar contas ao justo juiz? “Mas o Senhor está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão” (Salmo 9 : 7 , 8). No tópico da lição que trata deste assunto, encontramos uma lista elaborada pelo comentarista daqueles que haverão de prestar contas a Deus no juízo final, como: 1. Os que desde Caím amam e praticam a iniquidade; 2. Todos os que estiverem vivos naquela ocasião; 3. Todos os salvos que tiverem morrido durante o milênio???; 4. Os anjos caídos que se rebelaram contra Deus; 5. Falsos profetas, falsos obreiros, pseudo-pastores; 6. Magistrados, juízes e políticos que aprovaram leis contra os princípios divinos, leis que perverteram o direito dos órfãos e das viúvas.

Certamente que ninguém escapará ao juízo de Deus, mas me chama a atenção o ponto 3 que diz:Todos os salvos que tiverem morrido durante o milênio”. Confesso que não entendi a posição do comentarista, uma vez que durante toda a lição foi bastante enfatizado que os salvos em Cristo não entrarão em condenação (João 5 : 24). E ainda, “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8 : 1). Os que alcançam a Salvação em Cristo haverão de estarem reinando com Ele no milênio (2Timóteo 2 : 12). Logo, como um salvo poderá morrer no milênio e depois ser julgado no juízo final? A referência citada para embasamento dessa tese é Daniel 12 : 2 que fala de duas ressurreições, mas estas, não ocorrerão simultaneamente e nem se referem aos que viverão no milênio e muito menos aos salvos que supostamente poderão morrer durante o milênio. No milênio morrerão sim os pecadores que neles nascerem, mas não os salvos (Isaías 65 : 20). Talvez tenha sido esta a posição do comentarista que não foi bem esclarecida.

Outro ponto que desejo chamar a atenção neste tópico é o do ponto 6, que fala do julgamento de magistrados, juízes e políticos que aprovam leis contra os princípios divinos, leis que pervertem o direito dos órfãos e das viúvas. Quanto as leis que vão contra os princípios divinos, decerto que estes homens prestarão conta no tribunal do trono branco, pois de Deus ninguém zomba ou escarnece (Gálatas 6 : 7). No entanto, quanto a questão da perversão dos direitos dos órfãos e das viúvas, Deus há de tratar com lideranças eclesiásticas e não com políticos ou juízes. Ainda que estes sejam injustos com essa classe de pessoas, contudo, a responsabilidade maior será cobrada dos que exercem posições eclesiásticas.

Desde a antiga aliança, Deus tem mostrado um cuidado especial com essa classe de pessoas. Para protegê-las e ampará-las, o Senhor estabeleceu leis específicas que o Seu povo deveria observar. "Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém." (Deuteronômio 27 : 19). A perversão ao direito desta classe de pessoas resultaria em maldição contra o povo. Eis porque a razão de Deus amaldiçoar a tribo de Judá no período de Malaquias. "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação." (Malaquias 3 : 9).

Muitos não sabem (ou se sabem ignoram), mas o roubo a Deus que resultou em maldição para toda a nação judaica foi em consequência de se perverter esse direito, pois, os dízimos eram um direito outorgado pelo próprio Deus aos órfãos, às viúvas e até aos estrangeiros (Deuteronômio 14 : 28 , 29 ; 26 : 12). Esta é uma verdade que não se ensina e nem se pratica nas igrejas, mas no livro de Malaquias Deus adverte os sacerdotes que no dia do juízo, Ele mesmo será uma testemunha contra os que pervertem esse direito. "E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos." (Malaquias 3 : 5). No novo testamento, Tiago, o irmão do Senhor reitera esse compromisso a ser observado pela igreja, como sinal da verdadeira religião de Cristo. "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago 1 : 27).

Sabemos que no Trono Branco Jesus será o justo juiz. E, como justo que é seu juízo será com equidade, isto é, com plena justiça (Salmo 9 : 8). Por isso, é necessário atentarmos aos ensinos de Jesus no que concerne ao dia do juízo. Jesus enfatizou que nesse dia, hão de se levantar pessoas que ora julgamos já estarem condenadas por suas ações, como: a) os contemporâneos de Noé que pereceram no dilúvio; b) os cidadãos de Sodoma e Gomorra que morreram pelo fogo divino e muitos outros.

Quanto aos antediluvianos, sabemos que todos pereceram em seus pecados e iniquidades, com exceção de Noé e sua família. Porém, Pedro diz que Cristo padeceu uma vez pelos pecados; o justo pelos injustos para levar-nos a Deus. E, sendo morto, Jesus foi pregar aos espíritos em prisão, isto é, aos que estavam no hades (1Pedro 3 : 18 – 20). Qual a finalidade de Cristo ir a este lugar pregar a quem supostamente já tivesse sido condenado, como os antediluvianos? Deus o Pai entregou ao filho todo o juízo (João 5 : 22). E Ele julgará com justiça, pois justiça e juízo é a base de seu trono (Salmo 89 : 14). E o julgamento no dia do juízo será levada em conta a obediência ou resistência a Palavra que Jesus pregou e ensinou. "Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia."  (João 12 : 48). Os antediluvianos morreram sem ter conhecimento das Palavras de Jesus e também sem uma lei que lhes dissessem o que era certo ou errado. Por causa dessa justiça, Ele, Jesus foi pregar aos espíritos em prisão para que ninguém seja condenado injustamente. Se creram ou não, é um mistério que a bíblia não nos revela, contudo, no juízo saberão que aquele que os julga foi o mesmo que desceu as partes mais baixas da terra. (Efésios 4 : 9)

Ainda sobre o dia do juízo, Jesus utilizou exemplos de cidades que ao rejeitarem Sua Palavra, serão julgadas com mais rigor do que outras que no passado erraram por não ter esse conhecimento. Corazim, Betsaida e Cafarnaum são umas delas (Mateus 11 : 21 – 23).  Jesus também citou como exemplo as cidades de Sodoma e Gomorra em relação as cidades que rejeitassem seus discípulos, quando por Ele foram enviados na pregação do evangelho. "Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade." (Mateus 10 : 15).

Ora, se Sodoma e Gomorra já tinham sido condenadas quando foram destruídas, como explicar que a sentença delas no juízo será mais branda do que para as cidades pelas quais Jesus e seus discípulos andaram? Não será o lago de fogo uma sentença única para todos? Bem sabemos que uma das causas da destruição daquelas cidades foi a depravação moral, onde os homens substituíram as mulheres por outros homens e vice-versa (Judas 1 : 7). Mas a lei que condena essa prática só foi dada 400 anos depois de estas pessoas morrerem (Levítico 18 : 22). Mas, com certeza estes também ouviram a pregação de Jesus quando desceu ao hades. "Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;" (1Pedro 4 : 5 , 6).

O que escrevi acima é um pensamento meu, não devendo ser creditado como ensino, mas como uma reflexão sobre o assunto que é vasto. Muitos mistérios da bíblia só iremos conhecer quando estivermos com o Senhor. Jesus no passado foi ao hades pregar aos espíritos em prisão, e vale lembrar que o julgamento do juízo final será pela Palavra que Jesus falou e nestes últimos dias, é  da igreja pregar e ensinar a Sua Palavra. "Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou." (Lucas 10 : 16).

III – AS BASES DO JUÍZO FINAL

1. Livros serão abertos. "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." (Apocalipse 20 : 12). O fato de no dia do juízo livros serem abertos, significa que todas as ações humanas estão sendo alí registradas. Não sabemos o tempo em que durará esse julgamento, uma vez que cada um será julgado individualmente. Paulo diz aos romanos que todos aqueles que tem o coração duro e impenitente estão entesourando ira para o dia do juízo, os quais serão recompensados segundo as suas obras (Romanos 2 : 5 , 6). Mas quanto aos que hoje recebem a Cristo, passam a ter os nomes escritos no livro da vida e precisam se esforçar para que este não seja de lá riscado. "O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." (Apocalipse 3 : 5).

2. Qual a sentença? "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo." (Apocalipse 20 : 15). Na revelação, João viu que após o julgamento pelo que estava escrito nos livros, foi aberto um outro livro que é o da vida. Nele foram procurados nomes, não daqueles que já estão salvos e com seus nomes escritos lá (Êxodo 32 : 32 , 33 ; Lucas 10 : 20), mas dos que foram julgados diante do trono branco. Observe que somente aquele que não foi encontrado seu nome escrito lá é que foi jogado no lago de fogo. Poderia ser o caso de no dia juízo ainda haver salvação para os que foram ali julgados? Não me arriscarei a afirmar que sim, mas não devemos esquecer que o juiz do Trono Branco é justo e Ele julgará com justiça e equidade.

CONCLUSÃO

No dia do juízo final ninguém poderá escapar ou se desculpar na presença do justo juiz, visto que todas as suas ações estão sendo registradas nos livros. Homens que morreram em incêndios, soterrados ou desapareceram em naufrágios sem nunca seus corpos terem sidos achados, comparecerão diante do juiz do trono branco. O mar, a morte e o hades prestarão contas dos mortos que neles há (Apocalipse 20 : 13).

Não esqueçamos que: "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo." (Tiago 2 : 13).



Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará.                        

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Milênio – Um Tempo Glorioso para a Terra


INTRODUÇÃO

“Ó DEUS, dá ao rei os teus juízos, e a tua justiça ao filho do rei. Ele julgará ao teu povo com justiça, e aos teus pobres com juízo. Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça. Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado, e quebrantará o opressor” (Salmo 72 : 1 - 4).

Jesus virá em glória, lançará a besta e o falso profeta no lago de fogo e lançará o dragão, a antiga serpente no abismo (Apocalipse 20 : 1 – 3). Após isso, julgará as nações e separará as ovelhas dos bodes em seu trono de glória e então instaurará nesta terra o seu governo por mil anos (Mateus 25 : 31 – 46).

I – O REINO MILENIAL.

1. A restauração da terra. "Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?"  (Atos 1 : 6). No milênio, não somente a terra, mas principalmente a nação de Israel terá sua restauração como foi profetizado e como desejam os judeus (Isaías 49 : 6 - 8). A terra será restaurada voltando a ser como foi no principio, antes da queda do homem. Assim como os judeus aguardam por esse momento em relação a Israel, toda a criação também anseia por este tempo, quando ela será libertada da servidão da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Foi sobre isso que Paulo ensinou na carta aos romanos. “Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Romanos 8 : 19 -21).

2. A terra será governada por Jesus. "E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o SENHOR, e um será o seu nome." (Zacarias 14 : 9). Após jejuar e orar por quarenta dias e quarenta noites, o diabo se apresentou ao Senhor para tentá-lo. Em sua terceira tentativa, o diabo transportou o Senhor a um monte muito alto, onde, dali lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles. “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lucas 4 : 6). Apesar de Satanás ser o pai da mentira, contudo, ele não mentiu, pois de fato as escrituras dizem que o mundo jaz no maligno (1 João 5 : 19). Jesus mesmo disse que o diabo é o príncipe deste mundo (João 14 : 30 ; 16 : 11). Assim, este mundo atualmente é regido por Satanás, mas por intermédio de governos humanos. Por isso, leis que confrontam a soberania divina não encontram dificuldades em serem aprovadas por estes governos. Mas, quando o sétimo anjo tocou a sua trombeta, foram ouvidas grandes vozes nos céus que diziam: “...Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre."  (Apocalipse 11 : 15). Quando o anjo anunciou a Maria o nascimento de Jesus, logo lhe avisou que Ele seria rei e que assentaria no trono de Daví e reinaria na casa de Jacó e seu reino não teria fim (Lucas 1 : 33).

3. Jerusalém será a capital do mundo. “E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR” (Miqueias 4 : 2). Jerusalém está situada no monte Sião. Ela é amada por Deus e por Ele guardada e protegida (Salmo 125 : 1 , 2) . Jerusalém é a cidade do rei e de lá o Senhor governará as nações com justiça. “Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a Davi um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra” (Jeremias 33 : 15). As leis para dirigir o mundo sairá de Jerusalém e Zacarias profetizou sobre esse tempo. "Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao SENHOR dos Exércitos, e a suplicar o favor do SENHOR."  (Zacarias 8 : 22). Em Jerusalém a igreja estará ao lado de seu Senhor a julgar o mundo. No final do milênio Satanás ao ser solto intentará atacar Jerusalém, a cidade amada. Mas descerá fogo dos céus e devorará o seu exército (Apocalipse 20 : 7 – 9).

II – O GOVERNO DE JESUS CRISTO

1. Jesus governará com seus servos. "E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra." (Apocalipse 5 : 10). Jesus reinará sobre a terra e os santos reinarão com ele. “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade... E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Daniel 7 : 18 ; 27). Paulo exortando a Timóteo a não desanimar diante dos sofrimentos por amor ao Nome do Senhor, disse: "Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará" (2Timóteo 2 : 12).

2. A Igreja reinará com Cristo. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1Corintios 6 : 2 , 3). Na carta enviada ao anjo da igreja em Laodicéia, Jesus prometeu aos vencedores que estes se assentarão com Ele no seu trono, assim como Ele venceu (Apocalipse 3 : 21). O assentar-se no trono indica a capacidade e a responsabilidade de reinar e julgar. A igreja como a esposa do Cordeiro estará com seu esposo em seu trono julgando o mundo e os anjos. Os doze apóstolos em particular estarão assentado em tronos específicos julgando as doze tribos de Israel (Lucas 22 : 30). E quanto ao julgamento dos anjos pela igreja, é preciso ressaltar que anjos no contexto se referem aos anjos caídos ou demônios. (2Pedro 2 : 4 ; Judas 1 : 6). Estes são os que ora atormentam as pessoas e tentam parar a missão da igreja (Efésios 6 : 12).

3. A Nova Jerusalém. "E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido." (Apocalipse 21 : 2). Por estarmos tratando sobre o milênio nesta lição, não tecerei comentários sobre a Nova Jerusalém, pois ela só aparecerá quando forem criados os novos céus e a nova terra após o milênio e o fim de todas as coisas.

III – ASPECTOS RELEVANTES DO MILÊNIO.

1. Quem vai participar deste Reino? "Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino." (Lucas 12 : 32). Todos aqueles que amaram o Senhor, foram fiéis e praticaram a justiça. "Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre." (Salmos 37 : 29). No sermão das bem aventuranças o Senhor mostra uma lista de quem participará do Seu reino, como: Os pobres de espírito; os que choram; os mansos; os que fome e sede de justiça; os misericordiosos; os limpos de coração; os pacificadores e os que sofrem perseguição por causa da justiça (Mateus 5 ; 3 – 10).  Além destes, também entrarão no reino os que escaparem das nações que serão julgadas no vale de Josafá (Zacarias 14 ; 16); o remanescente israelita salvo na grande tribulação (Jeremias 23 : 6 ; Romanos 9 ; 27 ; 11 : 26); e as ovelhas que serão separadas dos bodes no julgamento do trono de glória. (Mateus 25 : 31 – 46).

2. Haverá um conhecimento universal de Deus. "E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR." (Isaías 11 : 2). Toda a terra conhecerá o Senhor, pois esse conhecimento sairá de Jerusalém, o monte Sião, onde o Senhor estará reinando (Isaías 11 : 9 , 10). Ele mesmo é quem será o responsável em fazer conhecido o nome de Deus no milênio, assim como o fez com seus discípulos quando veio ao mundo pela primeira vez como Redentor  (João 17 : 23). E esse conhecimento será da glória de Deus como também profetizou Habacuque: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2 : 14). E isto se dará mediante a ação do Espírito Santo.

3. Haverá Paz na Terra. "Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz." (Salmos 37 : 11). As guerras que dizimaram incontáveis vidas no decorrer dos séculos não mais existirão. Jesus é o rei da paz e no milênio as nações converterão suas armas de guerra em instrumentos de trabalho agrícola para se trabalhar na terra. "E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Isaías 2 : 4)

4. A natureza será transformada. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi” (Isaias 11 : 6 , 7). No milênio tudo voltará a ser como era no início do mundo quando Adão habitou no paraíso. A harmonia voltará a fazer parte da natureza e do convívio entre homens e animais. Muito embora alguns religiosos defendam que tal transformação será a implantação do paraíso aqui para todo o sempre, as Escrituras nos ensinam que após o milênio toda a terra será destruída e serão criados novos céus e nova terra onde habita a justiça (Isaías 65 : 17 ; 2Pedro 3 ; 13). Resumindo, a terra se findará assim como começou.

5. Haverá saúde e prosperidade. "Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado." (Isaías 65 : 20). Saúde e longevidade de dias alcançarão a todos os que entrarem no milênio. Isaías muito falou das glórias que no milênio serão reveladas, como: os olhos dos cegos sendo abertos, os ouvidos dos surdos se abrindo, os coxos saltando como cervos e a língua do mudo cantando (Isaías 35 : 5 , 6). Além da saúde, haverá prosperidade em todos os sentidos, pois o mar dará peixes em abundância e a terra será abençoada e produtiva (Ezequiel 47 : 9 – 12). Ezequiel ainda previu que durante o milênio haverá segurança para todos os que nele entrarem: "Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó. E habitarão nela seguros, e edificarão casas, e plantarão vinhas, e habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que estão ao seu redor e que os desprezam; e saberão que eu sou o SENHOR seu Deus."  (Ezequiel 28 : 25 , 26)

CONCLUSÃO

O milênio será um tempo real onde Cristo nesta terra reinará. Será o tempo glorioso em que todas as coisas serão restauradas antes do fim deste mundo. Muito embora o milênio seja o tempo em que Cristo governará o mundo com justiça, o pecado ainda subsistirá. Por isso, que no milênio será necessário ser pregado o evangelho do reino antes que o mundo se consuma como enfatizou Jesus. "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." (Mateus 24 : 14). Devemos almejar por este tempo, pois Jesus nos ensinou a orar pedindo a chegada desse reino.  "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6 : 10).


Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará.