"Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o
testemunho da lei e dos profetas;"(Romanos 3 : 21).
A terceira lição da Escola Dominical (CPAD)
tem como tema “Justificação, somente
pela fé em Jesus”. O primeiro tópico da lição fala sobre a “Justificação manifestada” e o primeiro
sub-tópico tem como assunto: “um culpado que é inocentado”. Resolvi escrever
sobre este tópico da lição, pois me chamou atenção o verso 21 do capítulo 3 da
carta aos Romanos que é a base do estudo deste trimestre, onde o verso diz: "Mas agora se
manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos
profetas". O que seria essa justiça e como ela era aplicada;
estaria ela ficado de alguma forma oculta e de que maneira a lei e os profetas
testemunharam dessa justiça de Deus na nova aliança?
No primeiro capítulo da carta aos romanos,
Paulo ensina que a justiça de Deus a todos os homens (judeus e gentios) é
revelada pela crença no evangelho, como diz: “Porque não me envergonho do evangelho de
Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro
do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em
fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Romanos 1 : 16 ,
17).
Não é difícil de entender que essa Justiça
de Deus foi manifestada por intermédio de seu próprio filho, Jesus Cristo
quando veio ao mundo cumprir a vontade do Pai. Jesus não veio apenas cumprir a
lei, mas toda a justiça de Deus (Mateus 3 : 15). Jesus é o início, o centro e o
cumprimento das Escrituras. Certa vez Ele mesmo testificou assim. "E disse-lhes:
São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se
cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e
nos Salmos." (Lucas 24 : 44). Cristo, como justiça de Deus é
a redenção de todos os povos, do passado, do presente e do futuro, pois as
Escrituras dizem que: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e
eternamente." (Hebreus 13 : 8). Sendo a justiça de Deus, nem
mesmo na morte Ele descansou, pois foi pregar aos espíritos em prisão (1Pedro 3 : 18 –
20).
Como a justiça de Deus operou no antigo testamento
e de que maneira a Lei e os profetas deram testemunho?
O
Testemunho dos Profetas.
No antigo testamento todos os profetas
testemunharam de Cristo como a justiça de Deus; de Moisés até Malaquias. No
antigo testamento não encontramos o termo evangelho, pois evangelho significa
“boas novas”. Somente Paulo diz que a Abraão foi pregado o evangelho antes da
lei como uma maneira de demonstrar que os gentios (não judeus) seriam
justificados pela fé (Gálatas 3 : 8). Mas, pelo fato de os judeus
serem o povo eleito para guardar os oráculos de Deus (a Lei), era inconcebível
a este povo a ideia de que Deus pudesse se achegar a outro povo que não fosse
eles. Mas por intermédio do profeta Jonas, vemos Deus manifestar a sua justiça
quando Ele envia-o a Nínive a anunciar Sua Palavra. Jonas, como judeu não tinha
afinidade pelos ninivitas sabendo serem gentios e, na visão humana e
exclusivista dele, os ninivitas não seriam dignos da misericórdia de Deus. Por
isso, Jonas decide desobedecer a Deus e desvia sua rota indo para Társis (Jonas 1 : 3).
Mas os planos de Deus não podem ser frustrados e então, Ele usa sua criação
para realizar seu intento. Um grande peixe engole Jonas e o leva a Nínive a
cumprir sua vontade (Jonas 1 : 17). Jonas prega a justiça de Deus e
mesmo contra a sua vontade aquele povo crê e se arrepende do mal. Do rei ao
mais humilde criado, todos se humilham na presença de Deus (Jonas 3 : 5 – 8).
“Deus viu as
obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do
mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez” (Jonas 3 : 10).
Vemos que a justiça de Deus operou mediante a pregação de Jonas, pois “que a fé é pelo
ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Romanos 10 : 17). Ao ver Deus perdoar esse
povo, Jonas entra em depressão desejando a própria morte. Mas Deus fê-lo
entender que a sua misericórdia está além dos caprichos dos homens. Esse
exclusivismo do povo judeu se viu até mesmo entre os discípulos de Jesus,
quando Pedro é enviado a Jope a pregar o evangelho (justiça de Deus) a um homem
que não era judeu, mas gentio – Cornélio. Mas ao ver como Deus havia se
revelado a Cornélio, Pedro exclama: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;
Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é
justo”(Atos 10 : 34 , 35).
O
testemunho da Lei.
Na sua justiça, Deus não faz acepção de
pessoas. Ao estabelecer a lei para os hebreus, o Senhor teve o cuidado em
orientar as lideranças quanto a Sua justiça ser vivenciada em relação ao povo.
A Lei assim diz: "Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos
senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas,
nem aceita recompensas;"(Deuteronômio 10
: 17) ; "Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem
receberás peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sábios, e perverte as
palavras dos justos." (Deuteronômio 16
: 19). Aos sacerdotes no tempo de Malaquias, o Senhor repreende-os
duramente por eles haverem transgredido a lei, sendo injustos com os próprios
irmãos, com os necessitados até mesmo com seus cônjuges, quando eles trocaram
suas esposas por mulheres estrangeiras, fazendo com que o altar do Senhor fosse
coberto com lágrimas. "Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos
diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes
acepção de pessoas na lei." (Malaquias 2 : 9).
Na Lei, Deus manifestou a sua justiça a
todas as classes de pessoas. Vemos isso quando Ele criou leis para proteger os
órfãos, as viúvas e até os estrangeiros. Na distribuição dos dízimos que
deveriam ser dados aos levitas por causa do trabalho que executavam no
santuário; uma parte deveria ser repartida com os pobres como maneira de
diminuir ou sanar a desigualdade social. Não cumprir essa lei em favor destas pessoas consistia em roubar a Deus e ser amaldiçoado (Malaquias 3 : 8 - 10). No novo testamento a igreja em seu início,
seguiu o mesmo principio com as contribuições que a principio eram levadas aos pés dos apóstolos que distribuíam com os que tinham necessidades (Atos 4 ; 34). Jesus e os apóstolos ensinaram
esse princípio com base na lei maior que é o amor, inclusive Paulo (2Corintios 9 : 1 – 15). Principio
este que foi desvirtuado quando Roma institucionalizou a igreja e que infelizmente continua
sendo até os dias de hoje, onde muitos já abandonaram o primeiro amor (Apocalipse 2 :
4).
Muitas igrejas que deveriam ser responsáveis
em manifestar a justiça de Deus ao mundo, trilharam um caminho totalmente
inverso à vontade Deus. Por amor ao dinheiro praticam a acepção de pessoas,
recebendo e honrando em seus arraiais somente aqueles que contribuem conforme o
desejo das lideranças, mas hostilizando e até expulsando os que não contribuem.
Não levam em conta que seus pecados foram perdoados, mas o preço pago foi muito
alto, para que pudessem ser justificados gratuitamente, isto é, sem terem que
pagar nenhum preço, como diz: "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela
redenção que há em Cristo Jesus." (Romanos 3 : 24).
A acepção de pessoas é um grave pecado como
diz Thiago, o irmão do Senhor:"Mas,
se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como
transgressores."(Tiago 2 : 9).
Ela é também uma afronta a Deus que é justo que ama a todas as suas criaturas,
indistintamente sem pedir nada em troca. Por isso que Paulo prega que no
evangelho se revela a justiça de Deus, "Porque,
para com Deus, não há acepção de pessoas." (Romanos 2 : 11).
Além da santidade, uma grande característica da igreja do Senhor é a justiça, qual deve praticar enquanto aqui entre os homens aguarda a vinda do noivo nas núvens para arrebatá-la.
"Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o SENHOR." (Filipenses 4 : 5).
"Quem
me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a
palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia."(João 12 : 48).
O que será o juízo final? A bíblia o denomina de o julgamento do Trono Branco
(Apocalipse
20 : 11). Excetuando os salvos em Cristo, cujos nomes estão escritos
nos céus (Lucas
10 : 20); todos os ímpios e
pecadores que morreram desde Adão até o último vivente estarão perante Deus a
prestar contas de seus atos, cujas obras encontram-se registradas nos livros (Apocalipse 20 :
12). O julgamento do Trono Branco acontecerá quando encerrar-se o
período milenial e acredita-se que se dará em um lugar intermediário entre a
terra e o céu, como diz as Escrituras: "E vi um grande trono branco, e o que estava assentado
sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para
eles." (Apocalipse 20 : 11).
I – EVENTOS QUE
ANTECEDEM AO JUÍZO FINAL
1. A Última revolta
de Satanás.“E,
acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as
nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número
é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha”(Apocalipse
20 : 7 , 8). Quando os mil anos do governo de Cristo terminar, é
necessário que Satanás seja solto de sua prisão. Ele sabe que sua condenação é
certa e por isso saíra a enganar as nações que estão sob os quatro cantos da
terra (norte, sul, leste e oeste). Embora o milênio tenha sido um tempo de
muita paz e harmonia, os que nascerem nesse período ainda precisarão ouvir o
evangelho do reino e também serem provados (Tiago 1 : 12). Assim como hoje,
muitos deles não obedecerão o evangelho e serão estes que Satanás conseguirá
seduzir para os ajuntar em batalha contra Cristo e os santos (Apocalipse 20 :
9).
Há quem defenda que essa batalha organizada por Satanás depois do
milênio, seja a do Armagedom por causa da expressão “Gogue e Magogue”, que na
bíblia representa a confederação de nações. Porém, vale lembrar que por ocasião
da batalha que ocorrerá no Armagedom, será o próprio Deus que ajuntará alí as
nações, onde irá julgá-las, como diz Zacarias: "Porque eu ajuntarei todas as nações para
a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas,
e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o
restante do povo não será extirpado da cidade." (Zacarias 14 : 2).
Na batalha do Armagedom muitos morrerão e o propósito será destruir Israel. Mas
na batalha final será Satanás que arregimentará as nações com o propósito de
destruir a Cristo e a igreja. Mas não haverá batalha, porque fogo descerá do
céu e devorará seu exército (Apocalipse 20 : 9).
2. A prisão eterna
de Satanás.“E
o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a
besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o
sempre”. (Apocalipse 20 :
10). Com a destruição de seu exército, Satanás agora será lançado
para sempre no lago de fogo, que é o fogo eterno e que foi preparado para ele e
seus anjos (Mateus
25 : 41). Alí já estarão a besta que é o Anticristo e o falso
profeta que na terra enganaram os homens. De dia e de noite serão atormentados
por toda a eternidade.
II – O JUÍZO FINAL
1. O que é e quando
se dará? "Mas os céus e
a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se
guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios."
(2Pedro 3 :
7). Na bíblia não existe o termo juízo final, porém o denominamos
assim por se tratar do grande e último julgamento que acontecerá com a
humanidade de todos os tempos e épocas. Neste julgamento comparecerão perante o
juiz do trono branco todos os viventes. Grandes e pequenos, ricos e pobres
estarão diante do trono a prestar contas de seus atos. Embora o Apocalipse fale
que os mortos é que estarão diante de Deus, sendo julgados pelas coisas que
estão escritas nos livros (Apocalipse 20 : 12), eu creio que todos
estarão alí ressuscitados, como previu Daniel. "E muitos dos que dormem no pó da terra
ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo
eterno." (Daniel 12 : 2). Sobre essa verdade, o Senhor
Jesus foi bem claro também. (João 5 : 28 , 29).
O juízo do Trono Branco também é identificado na bíblia como o dia do
Senhor e se dará, após Satanás ser lançado no eterno lago de fogo. Creio que
esse julgamento se dará em um lugar intermediário entre a terra e o céu, pois a
terra nesse momento já terá ou estará sendo destruída pelo fogo de Deus. Assim
como no arrebatamento, esse dia será repentino e sem aviso. "Mas o dia do
Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande
estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela
há, se queimarão." (2Pedro 3 : 10). Ver também Malaquias 4 : 1.
2. Quem será o juiz? "E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do
homem." (João 5 : 27). Como foi enfatizado nas lições anteriores, o juiz será o Senhor Jesus,
pois a Ele, o grande juiz e Pai nosso Deus, entregou todo o juízo.Desde a antiga aliança isso já era vaticinado.
Samuel que foi juiz e profeta em Israel falou desse juízo. "Os que contendem com o Senhor serão
quebrantados, desde os céus trovejará sobre eles; o Senhor julgará as
extremidades da terra; e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu
ungido." (1Samuel 2 : 10). Em suas pregações pelo mundo
o apóstolo Paulo deixou bastante claro essa verdade. "Porquanto tem determinado um dia em que
com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu
certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17 : 31).
3. Quem terá de
prestar contas ao justo juiz? “Mas o
Senhor está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.
Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão”
(Salmo 9 : 7
, 8). No tópico da lição que trata deste assunto, encontramos uma
lista elaborada pelo comentarista daqueles que haverão de prestar contas a Deus
no juízo final, como: 1. Os que desde Caím amam e praticam a iniquidade;
2.
Todos os que estiverem vivos naquela ocasião; 3. Todos os salvos que tiverem
morrido durante o milênio???; 4. Os anjos caídos que se rebelaram contra Deus; 5. Falsos
profetas, falsos obreiros, pseudo-pastores; 6. Magistrados, juízes e políticos
que aprovaram leis contra os princípios divinos, leis que perverteram o direito
dos órfãos e das viúvas.
Certamente que ninguém escapará ao juízo de Deus, mas me chama a atenção
o ponto 3
que diz:
“Todos os salvos que tiverem morrido durante o milênio”. Confesso que não entendi a posição do
comentarista, uma vez que durante toda a lição foi bastante enfatizado que os
salvos em Cristo não entrarão em condenação (João 5 : 24). E ainda, “nenhuma condenação
há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8 : 1). Os que alcançam
a Salvação em Cristo haverão de estarem reinando com Ele no milênio (2Timóteo 2 : 12).
Logo, como um salvo poderá morrer no milênio e depois ser julgado no juízo
final? A referência citada para embasamento dessa tese é Daniel 12 : 2 que fala
de duas ressurreições, mas estas, não ocorrerão simultaneamente e nem se referem
aos que viverão no milênio e muito menos aos salvos que supostamente poderão
morrer durante o milênio. No milênio morrerão sim os pecadores que neles
nascerem, mas não os salvos (Isaías 65 : 20). Talvez tenha sido esta a
posição do comentarista que não foi bem esclarecida.
Outro ponto que desejo chamar a atenção neste tópico é o do ponto 6, que
fala do julgamento de magistrados, juízes e políticos que aprovam leis contra
os princípios divinos, leis que pervertem o direito dos órfãos e das viúvas.
Quanto as leis que vão contra os princípios divinos, decerto que estes homens
prestarão conta no tribunal do trono branco, pois de Deus ninguém zomba ou
escarnece (Gálatas
6 : 7). No entanto, quanto a questão da perversão dos direitos dos
órfãos e das viúvas, Deus há de tratar com lideranças eclesiásticas e não com
políticos ou juízes. Ainda que estes sejam injustos com essa classe de pessoas,
contudo, a responsabilidade maior será cobrada dos que exercem posições
eclesiásticas.
Desde a antiga aliança, Deus tem mostrado um cuidado especial com essa
classe de pessoas. Para protegê-las e ampará-las, o Senhor estabeleceu leis
específicas que o Seu povo deveria observar. "Maldito aquele que perverter o direito do
estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém."(Deuteronômio 27 : 19). A perversão ao direito
desta classe de pessoas resultaria em maldição contra o povo. Eis porque a
razão de Deus amaldiçoar a tribo de Judá no período de Malaquias. "Com maldição
sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação."
(Malaquias 3
: 9).
Muitos não sabem (ou se sabem ignoram), mas o roubo a Deus que resultou
em maldição para toda a nação judaica foi em consequência de se perverter esse
direito, pois, os dízimos eram um direito outorgado pelo próprio Deus aos
órfãos, às viúvas e até aos estrangeiros (Deuteronômio 14 : 28 , 29 ; 26 : 12). Esta é uma
verdade que não se ensina e nem se pratica nas igrejas, mas no livro de
Malaquias Deus adverte os sacerdotes que no dia do juízo, Ele mesmo será uma
testemunha contra os que pervertem esse direito. "E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei
uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que
juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva,
e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor
dos Exércitos."(Malaquias 3 : 5).
No novo testamento, Tiago, o irmão do Senhor reitera esse compromisso a ser
observado pela igreja, como sinal da verdadeira religião de Cristo. "A religião
pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas
nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago 1 : 27).
Sabemos que no Trono Branco Jesus será o justo juiz. E, como justo que é
seu juízo será com equidade, isto é, com plena justiça (Salmo 9 : 8). Por isso, é
necessário atentarmos aos ensinos de Jesus no que concerne ao dia do juízo.
Jesus enfatizou que nesse dia, hão de se levantar pessoas que ora julgamos já
estarem condenadas por suas ações, como: a)
os contemporâneos de Noé que pereceram no dilúvio; b) os cidadãos de Sodoma e Gomorra que morreram pelo fogo divino e
muitos outros.
Quanto aos antediluvianos, sabemos que todos pereceram em seus pecados e
iniquidades, com exceção de Noé e sua família. Porém, Pedro diz que Cristo
padeceu uma vez pelos pecados; o justo pelos injustos para levar-nos a Deus. E,
sendo morto, Jesus foi pregar aos espíritos em prisão, isto é, aos que estavam
no hades (1Pedro 3 : 18 – 20). Qual a
finalidade de Cristo ir a este lugar pregar a quem supostamente já tivesse sido
condenado, como os antediluvianos? Deus o Pai entregou ao filho todo o juízo (João 5 : 22).
E Ele julgará com justiça, pois justiça e juízo é a base de seu trono (Salmo 89 : 14).
E o julgamento no dia do juízo será levada em conta a obediência ou resistência
a Palavra que Jesus pregou e ensinou. "Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas
palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de
julgar no último dia." (João 12 : 48).
Os antediluvianos morreram sem ter conhecimento das Palavras de Jesus e também sem
uma lei que lhes dissessem o que era certo ou errado. Por causa dessa justiça,
Ele, Jesus foi pregar aos espíritos em prisão para que ninguém seja condenado
injustamente. Se creram ou não, é um mistério que a bíblia não nos revela, contudo, no juízo saberão que aquele que os julga foi o mesmo que desceu as partes mais baixas da terra. (Efésios 4 : 9)
Ainda sobre o dia do juízo, Jesus utilizou exemplos de cidades que ao
rejeitarem Sua Palavra, serão julgadas com mais rigor do que outras que no
passado erraram por não ter esse conhecimento. Corazim, Betsaida e Cafarnaum
são umas delas (Mateus
11 : 21 – 23). Jesus também
citou como exemplo as cidades de Sodoma e Gomorra em relação as cidades que
rejeitassem seus discípulos, quando por Ele foram enviados na pregação do
evangelho. "Em
verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma
e Gomorra do que para aquela cidade." (Mateus 10 : 15).
Ora, se Sodoma e Gomorra já tinham sido condenadas quando foram
destruídas, como explicar que a sentença delas no juízo será mais branda do que
para as cidades pelas quais Jesus e seus discípulos andaram? Não será o lago de
fogo uma sentença única para todos? Bem sabemos que uma das causas da
destruição daquelas cidades foi a depravação moral, onde os homens substituíram
as mulheres por outros homens e vice-versa (Judas 1 : 7). Mas a lei que
condena essa prática só foi dada 400 anos depois de estas pessoas morrerem (Levítico 18 :
22). Mas, com certeza estes também ouviram a pregação de Jesus quando
desceu ao hades. "Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos
e os mortos. Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para
que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem
segundo Deus em espírito;" (1Pedro 4 : 5 , 6).
O que escrevi acima é um pensamento meu, não devendo ser creditado como
ensino, mas como uma reflexão sobre o assunto que é vasto. Muitos mistérios da
bíblia só iremos conhecer quando estivermos com o Senhor. Jesus no passado foi ao hades pregar aos espíritos em prisão, e vale lembrar que o julgamento do juízo final será pela Palavra que Jesus falou e nestes últimos dias, é da
igreja pregar e ensinar a Sua Palavra."Quem vos ouve a vós, a mim me ouve;
e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita
aquele que me enviou." (Lucas 10 : 16).
III – AS BASES DO
JUÍZO FINAL
1. Livros serão
abertos. "E vi os
mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros;
e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas
coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras."
(Apocalipse
20 : 12). O fato de no dia do juízo livros serem abertos, significa
que todas as ações humanas estão sendo alí registradas. Não sabemos o tempo em
que durará esse julgamento, uma vez que cada um será julgado individualmente. Paulo
diz aos romanos que todos aqueles que tem o coração duro e impenitente estão
entesourando ira para o dia do juízo, os quais serão recompensados segundo as
suas obras (Romanos
2 : 5 , 6). Mas quanto aos que hoje recebem a Cristo, passam a ter
os nomes escritos no livro da vida e precisam se esforçar para que este não
seja de lá riscado. "O que vencer será vestido de vestes brancas, e de
maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome
diante de meu Pai e diante dos seus anjos." (Apocalipse 3 :
5).
2. Qual a sentença?"E
aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de
fogo." (Apocalipse 20 :
15). Na revelação, João viu que após o julgamento pelo que estava
escrito nos livros, foi aberto um outro livro que é o da vida. Nele foram
procurados nomes, não daqueles que já estão salvos e com seus nomes escritos lá
(Êxodo 32 :
32 , 33 ; Lucas 10 : 20), mas dos que foram julgados diante do trono
branco. Observe que somente aquele que não foi encontrado seu nome escrito lá é
que foi jogado no lago de fogo. Poderia ser o caso de no dia juízo ainda haver
salvação para os que foram ali julgados? Não me arriscarei a afirmar que sim,
mas não devemos esquecer que o juiz do Trono Branco é justo e Ele julgará com
justiça e equidade.
CONCLUSÃO
No dia do juízo final ninguém poderá escapar ou se desculpar na presença
do justo juiz, visto que todas as suas ações estão sendo registradas nos
livros. Homens que morreram em incêndios, soterrados ou desapareceram em
naufrágios sem nunca seus corpos terem sidos achados, comparecerão diante do
juiz do trono branco. O mar, a morte e o hades prestarão contas dos mortos que
neles há (Apocalipse
20 : 13).
Não esqueçamos que: "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que
não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo." (Tiago 2 : 13).
“Ó
DEUS, dá ao rei os teus juízos, e a tua justiça ao filho do rei. Ele julgará ao
teu povo com justiça, e aos teus pobres com juízo. Os montes trarão paz ao
povo, e os outeiros, justiça. Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do
necessitado, e quebrantará o opressor” (Salmo 72 : 1 - 4).
Jesus virá em glória, lançará a besta e o falso profeta no lago de
fogo e lançará o dragão, a antiga serpente no abismo (Apocalipse 20 : 1 – 3). Após
isso, julgará as nações e separará as ovelhas dos bodes em seu trono de glória
e então instaurará nesta terra o seu governo por mil anos (Mateus 25 : 31 – 46).
I – O REINO
MILENIAL.
1. A restauração
da terra."Aqueles,
pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu
neste tempo o reino a Israel?" (Atos 1 : 6).
No milênio, não somente a terra, mas principalmente a nação de Israel terá sua
restauração como foi profetizado e como desejam os judeus (Isaías 49 : 6 - 8). A terra será
restaurada voltando a ser como foi no principio, antes da queda do homem. Assim
como os judeus aguardam por esse momento em relação a Israel, toda a criação
também anseia por este tempo, quando ela será libertada da servidão da
corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Foi sobre isso que
Paulo ensinou na carta aos romanos.“Porque a ardente expectação da criatura espera a
manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não
por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a
mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da
glória dos filhos de Deus”(Romanos 8 : 19
-21).
2. A terra será
governada por Jesus."E o SENHOR
será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o SENHOR, e um será o seu
nome." (Zacarias 14 : 9). Após jejuar e orar por
quarenta dias e quarenta noites, o diabo se apresentou ao Senhor para tentá-lo.
Em sua terceira tentativa, o diabo transportou o Senhor a um monte muito alto,
onde, dali lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles. “E disse-lhe o
diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi
entregue, e dou-o a quem quero” (Lucas 4 : 6). Apesar de Satanás
ser o pai da mentira, contudo, ele não mentiu, pois de fato as escrituras dizem
que o mundo jaz no maligno (1 João 5 : 19). Jesus mesmo disse que o diabo
é o príncipe deste mundo (João 14 : 30 ; 16 : 11). Assim, este mundo
atualmente é regido por Satanás, mas por intermédio de governos humanos. Por
isso, leis que confrontam a soberania divina não encontram dificuldades em
serem aprovadas por estes governos. Mas, quando o sétimo anjo tocou a sua
trombeta, foram ouvidas grandes vozes nos céus que diziam: “...Os reinos do mundo vieram a ser de nosso
SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre."(Apocalipse 11 :
15). Quando o anjo anunciou a Maria o nascimento de Jesus, logo lhe
avisou que Ele seria rei e que assentaria no trono de Daví e reinaria na casa
de Jacó e seu reino não teria fim (Lucas 1 : 33).
3. Jerusalém será
a capital do mundo. “E irão muitas nações, e dirão:
Vinde, e subamos ao monte do SENHOR, e à casa do Deus de Jacó, para que nos
ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a
lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR”(Miqueias 4 : 2). Jerusalém está situada no
monte Sião. Ela é amada por Deus e por Ele guardada e protegida (Salmo 125 : 1 ,
2) . Jerusalém é a cidade do rei e de lá o Senhor governará as
nações com justiça. “Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a Davi um Renovo
de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra” (Jeremias 33 :
15). As leis para dirigir o mundo sairá de Jerusalém e Zacarias
profetizou sobre esse tempo. "Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar
em Jerusalém ao SENHOR dos Exércitos, e a suplicar o favor do SENHOR." (Zacarias 8 : 22). Em Jerusalém a igreja estará
ao lado de seu Senhor a julgar o mundo. No final do milênio Satanás ao ser solto
intentará atacar Jerusalém, a cidade amada. Mas descerá fogo dos céus e
devorará o seu exército (Apocalipse 20 : 7 – 9).
II – O GOVERNO DE
JESUS CRISTO
1. Jesus
governará com seus servos.
"E para o
nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra."
(Apocalipse
5 : 10). Jesus reinará sobre a terra e os santos reinarão com ele. “Mas os santos do
Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade
em eternidade... E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de
todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um
reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Daniel 7 : 18 ;
27). Paulo exortando a Timóteo a não desanimar diante dos
sofrimentos por amor ao Nome do Senhor, disse: "Se
sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos
negará" (2Timóteo 2 : 12).
2. A Igreja
reinará com Cristo. “Não sabeis vós que os santos hão
de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura
indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os
anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1Corintios 6 : 2 , 3). Na carta enviada ao
anjo da igreja em Laodicéia, Jesus prometeu aos vencedores que estes se
assentarão com Ele no seu trono, assim como Ele venceu (Apocalipse 3 : 21). O
assentar-se no trono indica a capacidade e a responsabilidade de reinar e
julgar. A igreja como a esposa do Cordeiro estará com seu esposo em seu trono
julgando o mundo e os anjos. Os doze apóstolos em particular estarão assentado
em tronos específicos julgando as doze tribos de Israel (Lucas 22 : 30). E quanto ao
julgamento dos anjos pela igreja, é preciso ressaltar que anjos no contexto se
referem aos anjos caídos ou demônios. (2Pedro 2 : 4 ; Judas 1 : 6). Estes são os que
ora atormentam as pessoas e tentam parar a missão da igreja (Efésios 6 : 12).
3. A Nova
Jerusalém. "E eu, João, vi a santa cidade, a nova
Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o
seu marido." (Apocalipse 21 : 2).
Por estarmos
tratando sobre o milênio nesta lição, não tecerei comentários sobre a Nova
Jerusalém, pois ela só aparecerá quando forem criados os novos céus e a nova
terra após o milênio e o fim de todas as coisas.
III – ASPECTOS
RELEVANTES DO MILÊNIO.
1. Quem vai
participar deste Reino?"Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai
agradou dar-vos o reino." (Lucas
12 : 32). Todos aqueles que amaram o Senhor, foram fiéis e
praticaram a justiça."Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre." (Salmos 37 : 29). No sermão das bem
aventuranças o Senhor mostra uma lista de quem participará do Seu reino, como:
Os pobres de espírito; os que choram; os mansos; os que fome e sede de justiça;
os misericordiosos; os limpos de coração; os pacificadores e os que sofrem
perseguição por causa da justiça (Mateus 5 ; 3 – 10). Além destes, também entrarão no reino os que
escaparem das nações que serão julgadas no vale de Josafá (Zacarias 14 ; 16); o
remanescente israelita salvo na grande tribulação (Jeremias 23 : 6 ; Romanos 9 ; 27 ; 11 : 26);
e as ovelhas que serão separadas dos bodes no julgamento do trono de glória. (Mateus 25 : 31
– 46).
2. Haverá um
conhecimento universal de Deus. "E repousará sobre
ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito
de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR."(Isaías 11 : 2).
Toda a terra conhecerá o Senhor, pois esse conhecimento sairá de Jerusalém, o
monte Sião, onde o Senhor estará reinando (Isaías 11 : 9 , 10). Ele mesmo é quem será o
responsável em fazer conhecido o nome de Deus no milênio, assim como o fez com
seus discípulos quando veio ao mundo pela primeira vez como Redentor (João 17 : 23). E esse conhecimento será da glória
de Deus como também profetizou Habacuque: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do
SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2 : 14). E isto se dará
mediante a ação do Espírito Santo.
3. Haverá Paz na
Terra."Mas os mansos
herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz." (Salmos 37 : 11).
As guerras que dizimaram incontáveis vidas no decorrer dos séculos não mais
existirão. Jesus é o rei da paz e no milênio as nações converterão suas armas
de guerra em instrumentos de trabalho agrícola para se trabalhar na terra. "E ele julgará
entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas
espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada
contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Isaías 2 : 4)
4. A natureza
será transformada. “E morará o lobo
com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho
de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca
e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha
como o boi” (Isaias 11 : 6 , 7). No milênio tudo voltará a
ser como era no início do mundo quando Adão habitou no paraíso. A harmonia
voltará a fazer parte da natureza e do convívio entre homens e animais. Muito
embora alguns religiosos defendam que tal transformação será a implantação do
paraíso aqui para todo o sempre, as Escrituras nos ensinam que após o milênio
toda a terra será destruída e serão criados novos céus e nova terra onde habita
a justiça (Isaías
65 : 17 ; 2Pedro 3 ; 13). Resumindo, a terra se findará assim como
começou.
5. Haverá saúde e
prosperidade. "Não haverá
mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque
o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será
amaldiçoado." (Isaías 65 : 20). Saúde e longevidade de dias
alcançarão a todos os que entrarem no milênio. Isaías muito falou das glórias
que no milênio serão reveladas, como: os olhos dos cegos sendo abertos, os
ouvidos dos surdos se abrindo, os coxos saltando como cervos e a língua do mudo
cantando (Isaías
35 : 5 , 6). Além da saúde, haverá prosperidade em todos os
sentidos, pois o mar dará peixes em abundância e a terra será abençoada e
produtiva (Ezequiel
47 : 9 – 12). Ezequiel ainda previu que durante o milênio haverá
segurança para todos os que nele entrarem: "Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de
Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar
entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei
a meu servo, a Jacó. E habitarão nela seguros, e edificarão casas, e plantarão
vinhas, e habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que
estão ao seu redor e que os desprezam; e saberão que eu sou o SENHOR seu
Deus." (Ezequiel 28 :
25 , 26)
CONCLUSÃO
O milênio será um tempo real onde Cristo nesta terra reinará. Será
o tempo glorioso em que todas as coisas serão restauradas antes do fim deste
mundo. Muito embora o milênio seja o tempo em que Cristo governará o mundo com
justiça, o pecado ainda subsistirá. Por isso, que no milênio será necessário
ser pregado o evangelho do reino antes que o mundo se consuma como enfatizou
Jesus. "E
este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as
nações, e então virá o fim." (Mateus 24 : 14). Devemos almejar
por este tempo, pois Jesus nos ensinou a orar pedindo a chegada desse reino."Venha o teu reino,
seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6 : 10).