Já faz um
tempo que quero postar algo sobre esse tema. Acredito que dois motivos
sejam a razão para que eu escreva esse texto: 1) a preocupação com o
sentimento de frustração espiritual que predominam em todos aqueles que
não conhecem o suficiente do cristianismo para saber o que é certo e o
que é errado e 2) a preocupante ideologia de que ser cristão é sinônimo
de milagres, falar em línguas e que estar cheio do Espírito Santo
significa agir de forma estranha e eufórica. Não quero ser grosseiro,
indiferente ou até intolerante. Quero chamar cada cristão a uma séria
reflexão. Mas quando digo reflexão não quero dizer que estou com dúvida
naquilo que escrevo, mas quero afirmar que acredito firmemente no que
coloquei nesse texto e que estou convidando cada um de vocês a sondar se
a Bíblia não revela essa verdade e se vocês não poderiam abraçá-la a
partir de hoje.
Eu não
acredito em alguns movimentos pentecostais por uma razão muito simples:
falta Jesus no meio deles. A minha afirmação parece ser muito exagerada,
mas não é. Na verdade, trata-se da escancarada verdade de que quando o
“espírito” age, milagres acontecem, curas ocorrem, pessoas falam em
línguas, demônios são expulsos, crentes sapateiam, rodopiam e tantas
outras coisas estranhas acontecem. Mas uma, a essencial, a principal, a
urgente, passa totalmente despercebida. Já parou para pensar que Jesus
geralmente é esquecido nessas reuniões?
Por que isso
importa? Por uma simples questão: o alvo do cristão é ser parecido com
Jesus ( Rm 8:29; 2 Co 3:18 e 1 Jo 3:2,3) e que milagres, curas e
expulsar demônios não são sinais confiáveis de que as pessoas que os
praticam sejam salvas. Em Mt 7:21 a 23, Jesus explica isso para nós:
“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus,
mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que estás no céus. Muitos
me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em
teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então
eu lhes direi claramente: nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês,
que praticam o mal”. Palavras assustadoras, mas são as palavras de
Jesus. Ele nos ensina que devemos ser obedientes a Deus. Quem foi a
pessoa mais obediente nesse planeta? Jesus. Ser parecido com ele é a
garantia de uma vida transformada e uma vida que será salva. Não estou
falando que você é salvo por obras, mas o que estou dizendo é que a
graça salvadora opera de tal forma que somos mais e mais parecidos com
Jesus a cada dia. Não se engane, se você continua do mesmo jeito só
espere tragédia no futuro, não salvação.
O grande
problema desses movimentos é que eles dizem que é o Espírito Santo que
age no meio deles e fazem todos os milagres. Mas precisamos perguntar:
será mesmo? A resposta é muito mais complicada do que parece. No
entanto, eu realmente estou inclinado a pensar que esses movimentos
estão cheios de muitas “supostas dádivas divinas”, mas sem o Espírito
Santo. Por quê? Porque a maior evidencia de que uma igreja é cheia da
terceira pessoa da trindade é a paixão arrebatadora por Jesus e cristãos
sendo mais parecidos com ele. O Espírito Santo sempre aponta para
Cristo. Ele sempre diz: “Não olhem para mim, olhem para Cristo”. Basta
lermos Jo 16:7 a 15. Jesus diz que o Espírito Santo o “glorificará”, Jo
16:14. Quando Estêvão, cheio do Espírito, olhou para o céu, ele “viu a
glória de Deus, e Jesus em pé, à direta de Deus”, At 7:55. Em At 16:7 o
Espírito Santo é chamado de o Espírito de Jesus. Em Lucas 1, lemos que o
Espírito Santo testificou a Maria, Isabel e Zacarias que aquele bebê
que nasceria era (e é) Deus filho. Lc 2: 25 a 27 diz que fora revelado
pelo Espírito Santo a Simão, um homem idoso e piedoso, que ele não
morreria sem ver o Cristo. Mas a terceira pessoa da trindade não somente
aponta, ela trabalha arduamente para que Jesus seja formado em nós.
Lemos isso Em 2 Co 3:18 que diz claramente que o Espírito trabalha em
nós para que, a cada dia, gradativamente, sejamos mais e mais parecidos
com Jesus.
A grande
tragédia é que esses movimentos se calam sobre o Herói do cristianismo e
confundem a principal obra do Espírito, que é revelar Cristo a esse
mundo caído. A pergunta que devemos fazer agora é: por que isso importa?
Qual é a questão prática de tudo isso? 1) Esse assunto é importante,
porque trata-se de defender a verdade bíblica. 2) É essencial a cada
cristão honrar a obra do Espírito Santo e saber que se ele trabalha em
direção de nos fazer mais parecido com Jesus (2Co3:18), porque corremos
tanto para outros lados. 3) Jesus deve ser sempre supremo em nossa vida e
devemos fazer dele o nosso alvo. Devemos imitá-lo. Devemos honrá-lo.
Devemos adorá-lo. Devemos viver uma vida totalmente cristocêntrica. 4)
Cada cristão não deve se sentir frustrado ou decepcionado porque não
opera milagres, não fala em línguas ou cosia parecida. Nosso foco e
nossa alegria precisam estar em sermos parecidos com Jesus, na
transformação do nosso caráter e na mudança constante de vida. Nesse
ponto, precisamos viver uma vida reta que é caracterizada pelo lema:
arrependa-se, mude e siga adiante para Cristo.
Espero não
ter ofendido ninguém e espero que, se você discordar, comente de forma
saudável. Se cometi algum erro, por favor, ajudem-me a ver qual foi. Se
não cometi nenhum, por que você não abraça de uma vez essa verdade e
vive para glória de Deus, cheio do Espírito Santo e completamente
apaixonado por Jesus Cristo?
A única vida que vale a pena ser vivida é a vida repleta da trindade em nossas vidas.
Fonte: Evangelho Urbano, via Libertos do Opressor

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