Páginas

sábado, 6 de julho de 2013

DÍZIMO - Uma obrigação ou uma questão de fé?


O dízimo é uma obrigação ou uma questão de fé? 

É impressionante a desinformação que muitos crentes ainda têm sobre essa doutrina. Neste blog já escrevi alguns artigos sobre este tema, usando textos e contextos, mas mesmo assim recebo questionamentos, até mesmo de pastores que me escrevem, tentando convencer-me que o dízimo é uma doutrina em vigor que não deve ser encarado como obrigação, mas como uma questão de fé. Outros ainda me acusam de herege e me perguntam sobre como as igrejas pagarão suas contas de água, luz, telefone e outras despesas; ou ainda como se manterão missionários e se expandirá a obra de evangelização sem o dízimo.

Diante de tais questionamentos, sinto-me no dever de esclarecer ainda mais sobre algo que por muitos anos me foi encoberto, assim como ainda o é para muitos. É claro que por tomar uma posição contrária a essa doutrina, fiz-me inimigos de muitos, perdendo meus privilégios como obreiro na denominação que ainda freqüento. Mas, diante do que a Bíblia claramente ensina sobre esse tema, eu digo a mesma coisa que Pedro e os apóstolos disseram às autoridades eclesiásticas que queriam proibi-los de ensinar a verdade do evangelho: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29).

DÍZIMO NA BÍBLIA ERA ALIMENTO E NUNCA FOI DINHEIRO.

Em toda a bíblia há 34 referencias direta ao dízimo, sendo 25 no Antigo Testamento e apenas 09 no Novo Testamento. Nenhuma dessas referencias mostra que o dizimo em algum momento foi entregue em dinheiro pelos judeus, povo a quem foi dada as leis, inclusive a do dízimo. O dizimo bíblico sempre foi alimento, mas alguns tentam justificar o pagamento em dinheiro na atualidade, alegando que os judeus eram pobres, cuja economia advinha da agropecuária, por isso davam dízimos do fruto da terra e do rebanho. Mas vejamos o que Deus promete a Abraão em relação aos judeus: "Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza." (Gênesis 15:13,14). O que Deus prometeu a Abrão cumpriu-se quando tirou os hebreus do Egito para levá-los a terra que manava leite e mel. “E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios, Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios”(Êxodo 3:21,22). 

Como vimos, os judeus saíram do Egito ricos, pois Deus proveu riquezas pra eles, mas dessas riquezas não exigiu dízimos. Também, na caminhada de Israel do Egito à terra prometida durante 40 anos nenhum dizimo foi exigido do povo. Somente após eles tomarem posse da terra prometida e a partir do momento que a terra produzisse seus frutos era que os judeus haveriam de entregá-los (Deuteronômio 26;1,2).

Ao estabelecer a lei dos dízimos para Israel, o Senhor determinou que tudo fosse observado, conforme os preceitos que Ele entregou a Moisés. Em relação a entrega do dízimo, Deus estabeleceu regras a serem obedecidas. Assim sendo, o dízimo não poderia ser entregue em qualquer lugar, mas no lugar que o próprio Deus escolheria para ali fazer habitar o Seu Nome (Deuteronômio 12:11; 14;23). Esse lugar a principio foi Siló, onde o tabernáculo descansou por alguns anos até ser transferido para o monte Gibeom. Mais tarde seria Jerusalém, onde foi construído o templo por Salomão e posteriormente a casa do tesouro que eram câmaras ou depósitos de mantimentos anexos ao templo construídas por Ezequias (2Crônicas 31;11,12; Neemias 10:37-39; 13:9; Malaquias 3:10). 

O dízimo deveria ser levado a esse lugar uma vez ao ano, sendo que se algum judeu habitasse longe desse lugar e o mesmo ficasse impossibilitado pela distância de levar o dízimo, tal deveria vendê-lo e, com o dinheiro da venda prosseguir viagem até o local determinado pelo Senhor. Lá chegando, este deveria com aquele dinheiro comprar tudo o que sua alma desejasse e depois comê-lo, não esquecendo de dar a parte do levita a quem Deus tinha autorizado a receber os dízimos por eles não haverem recebido herança na terra prometida (Deuteronômio 14:22-27). Também, a cada três anos havia um dizimo especial, onde o judeu o ajuntaria na sua própria casa e lá iria o levita, o estrangeiro, a viúva e o órfão que habitassem nas proximidades. Ali, estes comeriam esse dizimo até se fartarem e, por essa ação viria a bênção de Deus sobre a vida do dizimista, que seria abençoado em toda a obra de suas mãos (Deuteronômio 14: 28,29). Observe que a promessa de prosperidade em relação ao dizimo estava condicionada ao ato de se repartir este e saciar a fome dos levitas com o necessitado e não no ato da entrega como defendem os proponentes da falsa teologia da prosperidade.

Deus ainda pediu que após a entrega dos dízimos o dizimista fizesse uma oração, onde em suas próprias palavras o dizimista confirmaria que fez tudo o que o Senhor pediu que se fizesse (Deuteronômio 26:2-15). O dizimista não poderia fazer o que bem entendesse com o dizimo, pois após determinar as regras, Deus admoesta os dizimistas a cumprirem fidedignamente seu mandamento: “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Deuteronômio 12:32)... Neste dia, o SENHOR teu Deus te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os pois, e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma (Deuteronômio 26:11).

Deus ordenou que seu mandamento em relação ao dízimo fosse cumprido à risca, não acrescentando ou diminuindo nada do que ele mandou. Por isso, os judeus nunca deram dízimos em dinheiro, porque Deus não aceitava, apesar de eles terem bastante dinheiro, pois Deus os tinha abençoado em tudo (Deuteronômio 2:6,7). Até mesmo no tempo de Jesus não se dava dizimo em dinheiro, pois vemos os fariseus dando-o em hortelã, endro, cominho, arruda e todas as hortaliças (Mateus 23:23; Lucas 11:42). Convém salientar que nestes textos Jesus em momento algum está ensinado a prática do dizimo na Nova Aliança, até por que o Novo Testamento só iniciou após a morte de Jesus (Hebreus 9:16,17). JESUS estava repreendendo os fariseus legalistas que tentavam se justificar diante de Deus pela prática do dízimo, mas esqueciam o que era mais importante para Deus como: exercerem a justiça, usarem de misericórdia e terem fé. E ainda, Jesus estava no cumprimento da lei, sob a qual ele nasceu para cumprir (Mateus 5;17: Gálatas 4:4), por isso, não poderia ser contra a prática dos fariseus dizimarem. O dizimo bíblico acabou na cruz, onde Cristo, pela Sua morte pagou toda a nossa dívida (Colossenses 2:14), isentando Sua igreja das obrigações da lei.

O DIZIMO NA NOVA ALIANÇA SE CONVERTEU EM DINHEIRO?


É o que a maioria das igrejas defendem, ensinam e cobram até com ameaça de maldição para os que não pagam. O dizimo não vigorou na Nova Aliança, assim como a circuncisão, o sábado, sacrifícios de animais para expiação dos pecados e as demais leis dadas ao povo judeu por Moisés que foram apenas sombra da realidade que é a graça. 

Mas, da forma como o dizimo é ensinado atualmente, parece que ele foi a única lei do antigo testamento que milagrosamente resistiu a cruz, onde, pela carne de Cristo rasgada foram abolidos as leis dos mandamentos (Efésios 2;15). Muitos insistem em dizer que o dízimo se faz necessário atualmente por causa das construções de templos e despesas oriundas destes, como; pagamentos de taxas de energia, água, telefone e até mesmo o salário de pastores. Porém, a Bíblia ensina que o dízimo nunca foi para custear construção do templo ou sua manutenção e muito menos para pagar salário de sacerdote. O dizimo era exclusivamente para atender a necessidade alimentícia do levita e dos necessitados. Somente os levitas tinham de Deus autorização para receberem os dízimos do povo. O sacerdote que presidia sobre os levitas recebia apenas a décima parte de todos os dízimos – o dízimo dos dízimos (Números 18:21-24).

Alguns ensinam também que sem os dízimos não tem como a obra missionária e de evangelização avançarem e alcançarem outros povos. Mas, quando olhamos para o ensino de Jesus concernente aos crentes levarem a mensagem das boas novas, vemo-lo ensinando os discípulos a agirem exatamente o contrário daquilo que os pregadores modernos ensinam: “Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento (Mateus 10:5-10). Veja também o evangelho de Lucas capítulo 10.

A obediência às ordens do Mestre foi o suficiente para o evangelho sair de Jerusalém, passando pela Judéia e Samaria, cruzando as fronteiras e chegando até nós os confins da terra (Atos 1:8). Se Ele ordenou assim, porque não obedecer?

Outro questionamento é: E, quanto ao salário do obreiro, do que eles vão se manter se Jesus ordenou que aqueles que pregam o evangelho que vivam do evangelho? Quando Paulo aludiu a esta questão ele se referiu as palavras do próprio Cristo, conforme está em Mateus 10:10 que disse: “porque digno é o operário do seu alimento”. Mas no evangelho de Lucas 10:7, Cristo claramente afirma:  "E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa". Notemos que o salário do obreiro, conforme as palavras do Mestre que os comissiona, se refere a consideração daquele que é beneficiado pela palavra para com o pregador, que deve ser motivado a espontaneamente repartir dos seus bens com aquele que o instrui (Gálatas 6:6), conforme propuser em seu coração, não fazendo por constrangimento, mas por amor (2Corintios 9:7). É importante ressaltar que em 1Corintios 9, Paulo não está ensinando que o obreiro deva ser sustentado conforme eram os sacerdotes do antigo concerto, como muitos entendem e reivindicam. 

O apóstolo Pedro ao se referir sobre a sabedoria que foi dada a Paulo e da forma como ele ensinava discernindo a lei da graça, reconheceu que havia pontos difíceis de entender, mas que nisso os os indoutos e inconstantes torciam, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição (2Pedro 3:16). A primeira carta aos Corintios foi uma delas e que até hoje se deturpam seus ensinos, pois, Paulo estava admoestando os coríntios que estavam sustentando obreiros fraudulentos que os haviam enganado neste particular, onde ele, mostra pelo seu exemplo de dedicação a obra de Deus, que poderia sim ser sustentado pela igreja nesses moldes, mas que preferiu não sê-lo, para não escandalizar o evangelho. Se OUTROS participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, NÓS? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo (1Corintios 9:12).

Agora, se o obreiro se dedicar integralmente ao serviço de Deus, fazendo a obra pelo qual foi chamado, visitando, aconselhando, intercedendo, amando e resgatando aqueles que se afastaram do redil, certamente que seu trabalho será reconhecido pela igreja, sem que ele precise tá cobrando isto, pois a Palavra assim ordena: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;" (1Timóteo 5:17). Sendo o papel da igreja reconhecer o trabalho do obreiro, este jamais deva cobrar por seus serviços ou estabelecer seu próprio salário, muito menos usando o argumento do dízimo para esse fim. E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gálatas 6:6).

Outros chegam a dizer que o dizimo não é obrigatório para o cristão, pois este é uma questão de fé e que aquele que o dá precisa fazê-lo por FÉ. Ora, existe uma tremenda contradição nesta afirmação, pois, se o crente tem de dar dez por cento de seu salário (ao que chamam de dízimo), não podendo ser mais nem menos e ainda corre o risco de ser amaldiçoado se não o fizer, logo, isto é uma obrigação e não opção. E ainda, o dizimo era obra da lei e a lei não é da fé (Gálatas 3:12). Então, como pode ser este uma questão de fé?

Não sou contra a contribuição na igreja, pois eu mesmo sou um contribuinte. Mas que a igreja seja doutrinada e ensinada que a contribuição deva ser nos moldes que o Novo Testamento que foi firmado no sangue de Cristo nos ensina que, esta deva ser por prontidão de vontade com aquilo que temos: “Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”. (2Corintios 8:12), e também com aquilo que propusermos no coração, fazendo com alegria, para que seja aceita por Deus: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2Corintios 9:7).

Concluo enfatizando mais uma vez que o dizimo não existe na Nova Aliança. Nem por obrigação e muito menos por fé, pois se esta lei ainda estivesse em vigor, deveria ela ser aplicada pelo principio que foi estabelecido por Deus que era o sustento daqueles que nada receberam como os levitas e dos que nada tinham como os órfãos, viúvas e estrangeiros. Deus chegou a pedir para os judeus não acrescentar e nem diminuir aquilo que Ele determinou em relação ao dízimo (Deuteronômio 12:22). E por que razão o mudariamos?


Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ovelhas e bodes no aprisco, como saber a diferença?


"E quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes." (Ezequiel 34:17).
Deus trata seu povo como ovelhas. Com Israel, o povo da antiga aliança (Jr 23; Ez 34) e com a Igreja, povo da Nova Aliança (Jo10:14;26,27; 21:16,17). Mas, no meio das ovelhas existem também bodes, assim como no meio do trigo existe o joio (Mateus 13,:25-40).Levados pela má conversação de quem tem desconhecimento sobre o assunto, alguns crentes se afastam dos bons costumes e se acham no direito de tratarem os irmãos mais fracos como bodes, principalmente aqueles que não comungam das mesmas idéias deles. Tais crentes estão a agir de forma semelhante ao fariseu que subiu ao templo junto com o publicano para orar. Aquele, pela sua aparente religiosidade desprezou este por julgar-se diante de Deus mais santo e justo que os demais. (Lucas 18:9-14).

Na antiga aliança quando se ofereciam holocaustos para expiação dos pecados, tanto a ovelha, quanto o bode eram usados nestes rituais praticados pelos judeus (Levitico1:10; 16:5-7; Números 7:17-88; 11:22). Os bodes não eram inúteis e nem pedra de tropeço no judaísmo.

Então, o que leva alguns crentes a fazerem um juízo temerário de seus irmãos fracos na fé, chamando-os de bodes de forma pejorativa? Têm eles o direito de agirem assim para com o próximo? A luz da Bíblia, quem seriam esses bodes no aprisco das ovelhas e como distingui-los? 

NO ANTIGO TESTAMENTO

Em Ezequiel 34:1-16, o SENHOR manifesta sua indignação contra os pastores de Israel, por eles não estarem fazendo jus à sua missão em cuidar de suas ovelhas. Deus acusa esses pastores de se aproveitarem de Suas ovelhas, comendo-lhes a gordura, vestindo-se com suas lãs e ainda matando o cevado; contudo, não as apascentando como deveriam. Esses pastores não fortaleceram as fracas, não curaram as doentes, não buscaram a desgarrada e a perdida, mas dominaram com rigor e dureza sobre o rebanho. Por essa razão as ovelhas do Senhor se espalharam por não ter quem cuidasse delas. Por intermédio do profeta, o SENHOR dá um ultimato aos pastores, dizendo que livrará Suas ovelhas de suas mãos e que Ele mesmo procuraria Suas ovelhas e as apascentaria fazendo-as repousar.

Mas, a partir do verso 17 ao 22, o SENHOR se volta contra um tipo de ovelha que vive no meio das Suas ovelhas a qual Ele vê como bode. Este tipo de ovelha é vista pelo Senhor também como ovelha gorda quem maltrata as magras. Estas eram aquelas que seguiam obedientemente os maus pastores e, como se isso não fosse o suficiente, ainda maltratavam as demais ovelhas, discriminando-as. Elas bebiam as águas cristalinas e depois pisavam a fonte enlameando as águas para que as magras não bebessem; comiam o melhor capim e depois pisavam o resto. Além de egoístas, estas ovelhas ainda faziam algo vil aos olhos do dono do rebanho, pois davam chifradas e com o lado empurravam as ovelhas do Senhor, forçando-as a saírem do aprisco.

Mas Deus que tem cuidado com aquilo que é seu se apresenta como juiz, fazendo justiça contra os atos daqueles pastores mercenários e das ovelhas gordas que os apoiam, a qual Ele as chama de bodes.

"E quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes."(Ezequiel 34:17).

Fato semelhante notamos no capítulo 10 do profeta Zacarias, onde mais uma vez Deus mostra sua indignação contra os líderes de Judá, pois estes, ignorando os divinos conselhos passam a buscar direção dos falsos deuses (ídolos), não obstante o próprio Deus se mostrar solícito e pronto a atender as reivindicações deste , como diz o verso 1:. “"Pedi ao SENHOR chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao SENHOR que faz relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva no campo"”. Mesmo assim, esses pastores preferem dar ouvidos aos conselhos dos adivinhos idólatras (falsos profetas), como vemos no verso 2. O pastor deve ser um espelho para as ovelhas (1Tessalonicenses 1:7; 1Timóteo 4:12). A corrupção desses líderes fez com que as ovelhas de Deus seguissem por caminhos errantes, por não terem pastores para os guiarem. Isto levou o SENHOR a irar-se contra aqueles pastores, aos quais os chamou de bodes, prometendo castigá-los: (Verso 3) “"Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o SENHOR dos Exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e os fará como o seu majestoso cavalo na peleja"”.

Nos dois exemplos citados em Ezequiel e Zacarias, temos uma ideia clara a quem Deus chama de bodes, com os quais Ele mostra sua indignação e repulsa. 

NO NOVO TESTAMENTO

"E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda" ”(Mateus 25:31-33).
Em o Novo Testamento, no evangelho de Mateus 25:31-46, Jesus mostra o caráter desses bodes, quando Ele fala a respeito de sua vinda para instaurar seu reino aqui. O Próprio Cristo diz que quando Ele vier e se assentar sobre o seu trono para julgar as nações, ali fará a separação pondo as ovelhas à Sua direita e os bodes à Sua esquerda.

Primeiramente Ele tratará com Suas ovelhas concedendo-lhes a entrada no reino celestial, por estas haverem obedecido ao Seu grande mandamento, vivendo na pratica do amor a Deus e ao próximo (Verso 34 a 40).

E, quanto, aos bodes, Ele os mandará sem apelação para o inferno que foi preparado para o diabo e seus anjos, justamente por não praticarem o que as ovelhas  praticaram, não obstante serem conhecedores da vontade Deus (Verso 41-45).

Não há dúvida que ovelhas e bodes dividem o mesmo espaço (aprisco/igreja), mas Cristo mostra a grande diferença entre ambos que está na atitude de servir ao Senhor e ao próximo.
"Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam"” (Romanos 15:1-3).

Você que é ovelha como eu precisa entender que não nos compete fazermos acepção de pessoas, principalmente dentro do aprisco do Senhor, julgando os irmãos pela aparência e/ou opiniões. Nosso dever é amar-nos uns aos outros respeitando as diferenças como Jesus pediu. Somente quem é ovelha de verdade obedece a esse mandamento que não é pesado (1João 5:3). Não temos o direito de discriminar nossos irmãos fracos na fé, classificando-as de bodes ou qualquer outro título infame expulsando-as de nosso meio. Lembremos que Jesus disse que aquele que chamar “louco” a seu irmão será réu do fogo do inferno (Mateus 5:22). Não podemos nos colocar acima de Jesus, o sumo-pastor e dono do aprisco (igreja) que tolera o joio e os bodes dentro dele. Somente Ele no dia do juízo é que fará a separação de ambos.

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;"  (João 10:27)

Em Cristo,

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará

sábado, 8 de junho de 2013

Devemos obedecer nossos pastores?

Pergunta: "Devemos obedecer aos nossos pastores?"
Resposta: O versículo que mais diretamente se refere a esta questão é Hebreus 13:17: "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."

Os pastores ficam profundamente feridos em ver pessoas ignorando o conselho de Deus que eles compartilham. Quando as pessoas ignoram a Palavra de Deus, elas o fazem não só para a sua própria dor, mas também em detrimento dos que as rodeiam. Os jovens têm a tendência de ignorar o conselho dos mais velhos, cometendo o erro de confiar em sua própria sabedoria e no conselho de seu próprio coração. Um pastor piedoso compartilha preceitos da Palavra de Deus porque deseja servir a Deus e alimentar o rebanho com alimento espiritual que resultará em experimentar a vida abundante que Jesus prometeu (João 10:10b).

O oposto do pastor piedoso é o "falso pastor" que não tem como objetivo o bem-estar do rebanho, mas está mais interessado em manter o controle e exercer domínio sobre os outros, ou deixa de estudar a Palavra de Deus e, portanto, ensina os comandos dos homens em vez dos de Deus. Os fariseus no tempo de Jesus eram culpados de serem "guias cegos" (Mateus 15:14). Há também repetidas advertências sobre falsos mestres em Atos, nas Epístolas e em Apocalipse. Devido à existência desses líderes egoístas, pode haver momentos em que desobedecemos ao homem a fim de obedecermos a Deus (Atos 4:18-20). No entanto, as acusações contra um líder de igreja não devem ser feitas levemente e precisam ser corroboradas por mais de uma testemunha (1 Timóteo 5:19).

Os pastores piedosos realmente valem ouro. Eles são geralmente sobrecarregados, mal pagos, carregam uma grande responsabilidade e, como Hebreus 13:17 afirma, um dia terão de prestar contas dos seus ministérios diante de Deus. Primeiro Pedro 5:1-4 ensina que eles não devem ser ditadores, mas devem liderar pelo seu exemplo e ensinamento saudável (1 Timóteo 4:16), em humildade de coração. Como Paulo, eles devem ser como mães que realmente amam seus filhos. Os pastores piedosos estão dispostos a se entregar pelo seu rebanho e governam com mansidão (1 Tessalonicenses 2:7-12, João 10:11). São também caracterizados por sincera devoção à Palavra e à oração (Atos 6:4) para que possam governar no poder e sabedoria de Deus e dar à igreja carne espiritual para produzir cristãos saudáveis e vibrantes. Se esta for uma descrição próxima do seu pastor (nenhum homem na terra é perfeito), ele é digno de "dupla honra" e obediência enquanto declara os ensinos claros de Deus (1 Timóteo 5:17).

Portanto, a resposta à pergunta é que sim, devemos obedecer aos nossos pastores. Devemos também orar por eles sempre, pedindo a Deus que lhes conceda sabedoria, humildade, amor ao rebanho e proteção enquanto protegem aqueles sob os seus cuidados.