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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lições da Reforma Protestante para alguns setores da Igreja na atualidade


Pr Altair Germano

A  Reforma Protestante não é um fato histórico para ser simplesmente lembrado ou narrado. Lições preciosíssimas podem ser extraídas deste evento singular na história da humanidade.

1. Existem duas maneiras de ser viver na história: como espectador ou ator da mesma. Nossos reformadores, juntamente com todos que se envolveram e labutaram por esta justa causa, são exemplos de excelentes atores, gente comprometida com a transformação de uma sociedade dominada pela injustiça e opressão generalizada.

2. Não importa qual é o seu papel (protagonista, ator coadjuvante ou figurante), o que importa é atuar, agir, mobilizar-se, realizar, fazer acontecer para a glória de Deus.

3. Atores correm riscos. Vida sem riscos, sofrimentos, adversidades, incompreensões, perseguições e propósitos definidos, é vida medíocre.

4. A Igreja não foi estabelecida por Jesus para governar o mundo, mas para influenciá-lo.

5. Movimentos reformistas produzem marginais, hereges, contraventores e loucos (visão da classe dominante).

6. Movimentos reformista revelam profetas ousados, homens de Deus comprometidos com o Senhor e sua causa (visão de Deus).

7. Quando a política secular e eclesiástica ganham preeminência no alto e baixo clero, gerando facções, disputas, traições, corrupções, alianças espúrias, nepotismos, busca por vantagens pessoais e por cargos, tudo isso em detrimento da evangelização, socorro aos necessitados, ministração aos enfermos e fracos na fé, fidelidade doutrinária e outras atividades semelhantes, é sinal que uma Reforma torna-se urgente e imperativa.

8. Reformas não são movimentos de um só homem, é fruto da associação de mentes críticas, inteligentes, questionadoras, e de corações que ardem em zêlo, inclinados para buscar, conhecer e fazer valer a vontade de Deus para uma geração, custe o que custar.

9. Reformas não acontecem da noite para o dia, antes, são resultados de um processo que se inicia com o reencontro do cristão com a Palavra de Deus, que desencadeia uma tomada de consciência, arrependimento genuíno, conversão ação e mobilização.

10. A última coisa que se rende ante qualquer tipo de corrupção, seja ela moral ou espiritual, é a nossa consciência.

"Considerando que vossa soberana majestade e vossos honoráveis demandais desejam uma resposta plena, isto digo e professo tão resolutamente quanto posso, sem dúvidas e nem sofisticações, que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência está tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus, que não me retrato nem posso me retratar de absolutamente nada, considerando que não é piedoso nem legítimo fazer qualquer coisa que seja contrária à minha consciência. Aqui estou e nisto descanso: nada mais tenho a dizer. Que Deus tenha misericórdia de mim!(Martinho Lutero)


Um comentário:

  1. Quando realmente entendemos o que defendeu Martinho lutério não ficamos jamais apenas como coadjuvante ou figurante e sim como protagonista. È o que Deus realmente quer de cada um de seus filhos. Nesse comentário faço minha as palavras de Martinho Lutério.
    Que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência está tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus.
    Hoje a reforma que se faz nescessário é afastar dos nossos arrais todos aqueles que usa a palavra de Deus como meio de lucrar, sem se importar com os que passam fomes. Apenas dizem vai em paz, Deus te abençoem...

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