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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O dízimo de Jacó - Para quem ele entregou?


"Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado."  (Deuteronômio 23 : 21).

INTRODUÇÃO

Após Abraão haver dado um dizimo de tudo o que trouxe dos despojos de uma batalha a Melquisedeque, tempos depois a bíblia menciona seu neto, Jacó prometendo dar ao Senhor um dizimo de tudo o quanto Deus o abençoasse (Gênesis 28 : 22). Ambos os fatos aconteceram antes de o dizimo ser estabelecido como mandamento ao povo de Israel, ou seja, antes de o dízimo se tornar lei. Por haver Jacó existido antes da proclamação da lei, não são poucos os mestres defensores dessa doutrina que se valem do voto de Jacó como um exemplo de que o dízimo deva ser praticado nos dias atuais. O que eles não sabem é explicar quando, como e pra quem Jacó deu o dízimo prometido.

Teria Jacó cumprido com sua promessa entregando o dizimo ao Senhor? Se o entregou, porque o autor sacro não registrou relevante ato como fez com Abrão? Uma das grandes dificuldades em entender o dizimo de Jacó se dá pelo entendimento que se adquiriu que o dizimo deveria ser dado a um sacerdote, como Abrão entregou ao sacerdote Melquisedeque e no tempo de Jacó não houve sacerdotes.   O que muitos não sabem é que o dízimo já era praticado pelas nações pagãs antes de Abrão, onde, além dos sacerdotes, os reis também recebiam dízimos. Até na lei os reis recebiam dízimos (1Samuel 8 : 15 – 17 ; Mateus 17 : 25).

Mas Jacó entregou sim o dizimo que prometeu e tal feito foi registrado nas escrituras sagradas e está lá pra todo mundo ver, pois Deus não guarda segredo para com os seus servos e nem é Deus de confusão (Amós 3 : 7 ; 1Corintios 14 : 33). É o que veremos nesse estudo.

COMO ENTENDER A DOUTRINA DO DÍZIMO?

Seria o dízimo um tema polêmico? Muitos “ministros” ensinam que o povo tem de dar o dizimo, pelo fato de o mesmo ser um mandamento, tendo como base o capítulo três de Malaquias. Porém, quando são questionados sobre a legalidade do dízimo ou mesmo sobre sua finalidade, conforme rezam outros textos da bíblia, os mesmos se esquivam das respostas e até mesmo afirmam ser o dízimo um tema polêmico. Já ouvi de vários ensinadores que a doutrina do dizimo é para ser obedecida e não questionada. Isto porque, segundo eles, o dizimo é um tema de difícil compreensão, que requer muita teologia, porque envolve algo que mexe com muita gente, ou melhor, com o bolso que é o dinheiro. Mas é justamente aí que reside o erro e que traz toda a confusão, pois dízimo nunca foi dinheiro! E, apesar de o dinheiro existir desde Abrão (Gênesis 17 : 12), Deus não aceitava recebê-lo como dízimo (Deuteronômio 14 : 22 – 29).

Para o estudioso das escrituras chegar a um entendimento exato da doutrina do dízimo se faz necessário separá-lo de tudo o que envolve finanças, despesas, lucros ou custos, pois Deus não o estabeleceu com essa finalidade. Foi a religião criada pelos homens - no caso a religião romana - quem converteu o dizimo para moeda corrente, indo contra a determinação de Deus que por Sua vontade e justiça o estabeleceu como mantimento (Malaquias 3 : 10). Somente aceitando essa verdade é que poderemos entender a teologia do dízimo e saber como Jacó cumpriu o seu voto e pra quem ele deu o seu dízimo.

QUEM FOI JACÓ?

Jacó significa: “suplantador, enganador, usurpador”. Ele foi irmão gêmeo de Esaú, filho de Isaque e Rebeca. Apesar de Jacó e Esaú serem gêmeos, Esaú nasceu primeiro, e, de acordo com o costume daqueles povos, este deveria herdar a bênção patriarcal. Mas as escrituras dizem que Esaú era devasso e profano (Hebreus 12 : 16). Ele não valorizou sua primogenitura e as benções que deveria receber. Por isso, Jacó se aproveitou dessa fraqueza e enganou seu irmão por duas vezes. A primeira com um prato de lentilhas, comprando o direito de primogenitura (Gênesis 25 : 29 – 34). A segunda, quando com sutileza se disfarçou se fazendo passar por seu irmão e recebendo a bênção patriarcal que por direito era de Esaú (Gênesis 27 : 35).

Mas quando Esaú descobriu que mais uma vez fora enganado por seu irmão, enfureceu-se a ponto de querer mata-lo. Aconselhado por sua mãe Rebeca que o amava mais que Esaú, Jacó foge para Harã, terra de seus parentes. Não sem antes mais uma vez receber a bênção de seu pai Isaque (Gênesis 28 : 1 – 5). No caminho de Harã, Jacó chega a Luz (Betel) onde o Senhor lhe aparece.

DEUS APARECE A JACÓ

“Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã” (Gênesis 28 : 10).

Após caminhar o dia todo e cansado da viagem, Jacó se deita para dormir, tomando uma das pedras daquele por lugar por travesseiro. Adormecendo, Jacó tem um sonho onde vê uma escada topando o céu e os anjos subindo e descendo por ela. Em cima da escada estava Deus. O Senhor se apresenta a Jacó por Deus de Abraão e de Isaque e lhe faz grandes promessas: “Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência”; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 28 : 13 , 14).

Mas as promessas de Deus não foram somente essas. Em seguida, o Senhor se compromete a proteger e a guardar Jacó, não somente durante a jornada, mas onde ele estivesse sem nada cobrar em troca. Vejamos o que Deus prometeu a Jacó.

a) - Deus estaria com Jacó: E eis que estou contigo;
b) - Deus guardaria Jacó por onde ele fosse: e te guardarei por onde quer que fores;
c) - Deus faria Jacó voltar a sua terra no tempo determinado: e te farei tornar a esta terra;
d) - Deus em momento algum desampararia ou abandonaria a Jacó, pois Sua Palavra é fiel: porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.

Atente o leitor que o Senhor ao aparecer a Jacó dá-lhe a garantia de estar com ele; de guardá-lo por onde andasse; de fazê-lo retornar a sua terra e de não abandoná-lo até cumprisse tudo o que lhe havia prometido. Ressalto que o Senhor não exigiu nada de Jacó em troca para que Ele pudesse cumprir Sua promessa. Que Deus maravilhoso esse.

Diante de imensurável promessa, o que deveria Jacó fazer? Apenas ter fé, confiar e descansar no Senhor. Mas não foi o que Jacó fez. Ao acordar Jacó reconheceu que Deus estava alí e temeu. Em seguida tomou a pedra que tinha feito por travesseiro, erigiu como coluna e derramou azeite sobre ela, chamando aquele lugar que antes era Luz de Betel.

O VOTO INSENSATO DE JACÓ

“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;  E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28 : 20 – 22).

Demonstrando total falta de fé e confiança nas promessas de Deus, Jacó faz um voto. Neste voto, Jacó negocia as promessas que Deus anteriormente já lhe havia feito. Veja o voto de Jacó, comparando com a promessa de Deus:

a) - Se Deus fosse com Jacó: Se Deus for comigo;
b) - Se Deus guardasse Jacó: e me guardar nesta viagem que faço;
c) - Se Deus o provesse de mantimentos e vestuários: e me der pão para comer, e vestes para vestir;
d) - e Se Deus o trouxesse em paz à sua terra: E eu em paz tornar à casa de meu pai.

Está bem claro aqui que neste voto Jacó duvidou da promessa de Deus. Mas não ficou só nisso. Agora, entra a parte onde Jacó tenta barganhar com Deus. Após assegurar que Deus cumpra o que antes já havia lhe prometido, Jacó então promete ao senhor três coisas:

1 - “O SENHOR me será por Deus”. Fica claro aqui que Jacó não conhecia a Deus como o conheceram Isaque, seu pai e seu avô Abraão. Fica também claro que Jacó não tinha ao Senhor por seu Deus. Isto só veio acontecer mais tarde depois de outras experiências que Jacó teve com o Senhor.
2 -  “E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus”;
3 -  “e de TUDO quanto me deres, certamente te darei o dízimo”.

Igualmente a Jacó, muitos crentes, movidos por interesse materiais e desejo de serem abençoados e prósperos financeiramente, vivem a barganhar com Deus realizando inumeráveis campanhas. Quando precisam de uma bênção específica promovem campanhas e mais campanhas de orações para alcançarem seus objetivos. Mas quando conseguem seu intento, voltam a normalidade esquecendo que com campanhas ou sem campanhas, Deus nunca os abandona. A nossa campanha de oração deve ser contínua e sem trégua: "Orai sem cessar."  (1Tessalonicenses 5 : 17).

JACÓ EM HARÃ

Jacó chega a Harã na casa de seu tio Labão e se apaixona por sua prima Raquel. Por amor a ela se compromete a trabalhar sete anos para o seu tio. Findando o contrato, Jacó é engando por seu tio e recebe a Lia por esposa em lugar de Raquel (Gênesis 29 : 18). Ao ver que foi enganado, Jacó reclama com seu tio e uma semana depois de haver casado com Lia, Jacó recebe a Raquel também por esposa. Labão propõe Jacó trabalhar mais sete anos para ele (Gênesis 29 : 27).

O que Jacó fez com seu irmão e seu pai, colheu vivendo com seu tio que o enganou inúmeras vezes. Ele vivenciou a lei da semeadura (Gálatas 6 : 7).

Por causa de Jacó, Labão teve seu rebanho aumentado grandissimamente. Após Raquel, sua amada dar a luz a José, Jacó então propõe voltar a sua terra, trazendo consigo sua família e alí poder trabalhar e ter aquilo que é seu (Gênesis 30 : 25 , 26). Mas Labão não quer abrir mão da companhia de Jacó, pois entendeu que a prosperidade de sua casa se deu por conta da bênção de Deus por amor de Jacó (Gênesis 30 : 27). Para tentar segurá-lo, Labão propõe estabelecer um salário para Jacó, pois até então ele havia trabalhado sem receber nada de Labão, a não ser suas filhas como esposas. Jacó recusa a oferta de Labão e propõe voltar a apascentar o rebanho de seu sogro, mas desta vez, separando os salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros. Estes seriam o salário de Jacó (Gênesis 30 : 28 – 32). Mas Labão, usando de esperteza separou antecipadamente do rebanho os salpicados e malhados, e todos os morenos entre os cordeiros. (Gênesis 30 : 35). Mas Deus tinha um compromisso com Jacó de não o abandoná-lo e, em meio a tantas turbulências, fê-lo prosperar grandemente. E assim Jacó cresceu em grande maneira, e teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos e jumentos (Gênesis 30 : 43).

JACÓ VOLTA A SUA TERRA E ENTREGA SEU DÍZIMO

“E disse o SENHOR a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo” (Gênesis 31 : 3).

Por vinte anos Jacó serviu a Labão, catorze pelas filhas e seis pelo rebanho de onde ele tirou o seu pagamento. Agora, com muitas riquezas Jacó pega tudo o que conquistou com a bênção de Deus e empreende viagem de volta a Berseba (Gênesis 31 : 18). No caminho várias coisas aconteceram como: a) A ida de Labão para trazer de volta suas filhas, o rebanho e resgatar seus ídolos que Raquel levou (Gênesis 31 : 43); b) o encontro de Jacó com os anjo de Deus em Maanaim (Gênesis 32 : 1 , 2)  e  c) A luta com o anjo do Senhor na vale de Jaboque (Gênesis 32 : 24 – 32).

Porém, antes de lutar com o anjo de Deus, Jacó sabe que precisa passar pelo território de Seir (Edom) que era governado pelo seu irmão Esaú. Jacó então envia mensageiros a Esaú e com eles bois e jumentos, ovelhas, e servos e servas. Isto para achar graças aos olhos de Esaú (Gênesis 32 : 4 , 5). Após realizarem a missão, os mensageiros de Jacó retornam com a notícia de que seu irmão Esaú vem a encontrá-lo, acompanhado de quatrocentos soldados (Gênesis 32 : 6). Um pavor toma conta de Jacó que temeu muito e ficou angustiado. Então, ele resolve dividir seu rebanho e seus criados em dois bandos. Se acaso Esaú atacasse um, o outro escaparia (Gênesis 32 : 7 , 8).

Após dividir o rebanho e o povo em dois bandos, Jacó então clama a Deus com humilhação e alma angustiada. Na sua oração, Jacó se lembra das promessas que Deus lhe havia feito vinte anos atrás quando lhe apareceu em Betel (Gênesis 32 : 9 – 12). Jacó passou a noite alí na presença de Deus e então tomou um presente para aplacar a ira de Esaú quando se encontrasse com ele. Certamente Deus o orientou a fazer assim, afinal, Jacó clamou a Deus por uma solução, pois "Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito."  (Salmos 34 : 18).

JACÓ SEPARA SEU DÍZIMO

Se o leitor puder entender, Jacó separou alí o seu dízimo. É bem certo que será difícil para muitos compreenderem que Jacó deu o seu dízimo para seu irmão Esaú por ainda associarem dízimo a dinheiro, conforme a religião ensinou por tradição. Mas, nas linhas que seguirão, mostrarei as evidências bíblicas de que Jacó cumpriu o seu voto de dar o dizimo de tudo, quando presenteou o seu irmão Esaú.

Observe o leitor o que foi que Jacó separou de seu rebanho“E passou ali aquela noite; e tomou do que lhe veio à sua mão, um presente para seu irmão Esaú: Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos” (Gênesis 32 ; 13 – 15).

A frase “do que lhe veio à sua mão”, diz respeito a TUDO o que Deus havia lhe dado, quando o abençoou. Se considerarmos que Jacó separou a décima parte de TUDO o que tinha, podemos calcular que a riqueza de Jacó era assim: Duas mil cabras, duzentos bodes, duas mil ovelhas, duzentos carneiros, trezentas camelas, quatrocentas vacas, cem novilhos, duzentas jumentas e cem jumentinhos. Afora os servos e servas e o que ele já havia mandado anteriormente pelos mensageiros (Gênesis 32 :  4 , 5). Jacó separou cada rebanho a parte e os enviou separadamente com o fim de aplacar a ira de seu irmão.

JACÓ ENTREGA SEU DIZIMO

Após isso, Jacó pegou tudo o que tinha com suas mulheres e filhos e fê-los passar o vau de Jaboque e o ribeiro. Mas Jacó ficou pra trás e alí, teve um maravilhoso encontro com Deus, quando lutou com o anjo de Deus e teve seu nome mudado para Israel (Gênesis 32 : 24 – 28). Pela manhã, Jacó levanta os olhos e vê Esaú vindo com seus quatrocentos homens. Jacó separa os filhos com suas mães e se põe a frente deles e se inclina sete vezes em terra até chegar a Esaú (Gênesis 33 : 1 – 3). Ao chegar perto a seu irmão, Jacó tem uma bela surpresa, pois Esaú corre a seu encontro e o abraça e o beija e ambos choram juntos. Ao se levantar Esaú vê as mulheres e os meninos e pergunta quem são? Jacó responde que são os filhos que graciosamente Deus lhe deu. Em seguida, Esaú questiona sobre o rebanho que lhe foi enviado. Jacó responde que foi para que pudesse achar graças a seus olhos. Mas Esaú pede para Jacó ficar com o rebanho, pois ele já tinha o bastante (Gênesis 33 : 5 – 9).

Agora, atente para a resposta de Jacó a Esaú em relação aquele presente que ele havia enviado.

Gênesis 33 : 10 , 11:

“10  Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim.
11  Toma, peço-te, a  minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou”.

Agora, voltemos vinte anos atrás, ou seja, ao capítulo 28 de Gênesis onde Jacó fez o voto e vejamos como as coisas se encaixam:

a) - A quem Jacó havia prometido dar o dizimo de tudo?
R. A Deus! ”... e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo” (Gênesis 28 : 22b).
b) - O que foi que Jacó viu na face de Esaú a ponto de insistir que ele o recebesse?
R. O rosto de Deus! ”... porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim” (Gênesis 33 : 10b). Afinal, o dizimo era de Deus.
c) - Mas Jacó já havia visto o rosto de Deus anteriormente?
R. Sim! E por duas vezes; a primeira vez em sonhos em Betel, quando o viu no topo da escada e a segunda pessoalmente quando lutou com o anjo no vau de Jaboque a quem deu o nome de Peniel: “E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva (Gênesis 32 : 30).
c) - Jacó prometeu dar o dízimo de que mesmo?
R. De TUDO o quanto Deus lhe desse! E ele o deu. “Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e porque tenho de TUDO (Gênesis 33 : 11).

CONCLUSÃO

Abraão e Jacó deram um dízimo antes da lei. Foram dízimos únicos e específicos, diferentes daquele que Deus instituiu na lei para Israel dá-los a tribo de Levi (Números 18 : 21 – 28). Mas como vimos, Jacó cumpriu seu voto que fez a Deus. Ele deu o dízimo de TUDO o que prometeu a Esaú, seu irmão, pois viu nele a face do próprio Deus. Pela sua fraqueza de homem, Jacó chegou a se esquecer do voto, mas Deus o ajudou a fazê-lo chegando até a lembrá-lo em certos momentos (Gênesis 31 : 13). Deus é dono de TUDO e não exige só 10% do que nos dá, mas quando repartimos o que Ele nos dá com nosso irmão estamos agradando-o e fazendo a sua vontade, qual será recompensada no grande dia (Mateus 25 : 31 – 46).

Quando lemos a bíblia estudando com contrição e procurando conhecer os seus mistérios, o seu autor que é o Espírito Santo se encarrega de nos revelar as suas verdades que Ele mesmo as ocultou dos sábios e entendidos (Mateus 11 : 25). A nós como igreja foi concedido este privilégio: "Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;"  (Colossenses 1 : 27).

Concluo afirmando que a doutrina do dizimo não é polêmica. São os homens que criam as confusões doutrinárias por não aceitarem o que a bíblia ensina, principalmente quando determinados temas são manipulados e modificados para benefício pessoal. Mas Deus trará isso a juízo (Apocalipse 22 : 18 , 19).

Em Cristo,

Reginaldo Barbosa

Santa Bárbara do Pará.

6 comentários:

  1. Reginaldo, graça e paz!muito bom seu estudo, mas fico com dúvidas quanto ao dízimo que Jacó ofereceu...Voce disse que ele deu o dízimo como sendo à Deus!Só que Jacó devolveu aqueles animais por ter roubado o irmão!Tanto é verdade que Jacó estava "concedendo um presente" em favor da suposta "fúria" do irmão!No meu entender, isso já é motivo bastante para duvidar desse dízimo.Em Nm18:20 e Ez 44:28, Deus deixa claro que a herança dos Levitas era o próprio Deus!Por esse motivo, quando se entregavam dízimos, era como se fora ao próprio Senhor Deus!Acredito que Jacó tenha dado esse "presente", também como gratidão!Agora dar algo para reparar um deslize, não se encaixa tão bem assim como dízimo à Deus!
    Mas sem sombras de dúvidas seu estudo é muito bom!

    Abraços

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    1. Olá amado Nogueira, graça e paz.

      Agradeço por sua observação, mas veja bem: Jacó não roubou a seu irmão, ele o enganou por duas vezes. Atente que na primeira vez ele barganha com Esaú, que pela fome, cede a este o seu direito de primogenitura. Sobre isso o autor aos Hebreus diz: "E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura." (Hebreus 12 : 16). Se ele vendeu, então foi algo transparente. Mas na segunda vez, Jacó engana seu pai com o consetimento de sua mãe. Assim ele toma a bênção patriarcal. Essa bênção por ser de caráter espiritual não poderia ser restituída com animais.

      Observe que a atitude de separar o presente para Esaú se deu após Jacó passar uma noite em oração a Deus. Certamente que essa atitude foi uma orientação divina, uma vez que o Senhor havia prometido de não abandoná-lo sem que antes cumprisse tudo o que tinha lhe prometido. E também, ao que parece, este presente seria como uma maneira de aplacar a ira de seu irmão. E observe que Esaú ao encontrar-se com Jacó recusou o presente por ter bastante. Mas Jacó insistiu em que ele ficasse, pois tinha visto nele a face de Deus. E o dízimo era de Deus.

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  2. Gracioso estudo meus irmãos. Acredito que interpelação deste querido e esta segunda explicação tiram quaisquer dúvidas. O Senhor continue te iluminando o entendimento, pois tudo já está revelado.

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  3. O que fazer, quando estamos numa doutrina onde a pregação principal?

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  4. Tem cada Piada que esses Pastorzinhos formados nessas Faculdadezinhas do Interior inventam,dizendo ser Phd Neo Testamentarios ai,ai. Peimeira vez que leio a Palavra Certamente dita pelo Espirito......Piada,nao

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    1. Olá Diego.

      Não sou pastor e nem almejo tal titulo. Pra você é piada, pois como dissestes, é a primeira vez que lê isso. Lógico, você acha que os pastores PHD em enganar as pessoas irão falar a verdade das escrituras?

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