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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Digno é obreiro de seu salário. Mas qual obreiro?


"Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário." (1Timóteo 5 : 18).

Em relação a obra de Deus que Jesus veio realizar, Ele certa vez declarou: "E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara." (Lucas 10 : 2). Jesus assim falou por causa da grande necessidade de se ter homens capacitados e vocacionados para darem continuidade a grande obra que Ele mesmo iniciou. Em seu ministério terreno, Jesus precisou de colaboradores. Quando iniciou seu ministério, Jesus precisou passar uma noite inteira em oração para poder escolher aqueles que iriam lhe auxiliar (Lucas 6 : 12 – 16). Tal atitude do Mestre nos mostra que não é fácil encontrar homens com total dedicação e desprendimento para a obra, por isso, pediu que orássemos para Deus enviar obreiros à sua Seara. Mas nunca na história da igreja existiram tantos obreiros como na atualidade. Diferente dos tempos de Jesus, a coisa mais fácil nos dias de hoje é encontrar em qualquer lugar alguém que ostenta um título eclesiástico como: padre, pastor, apóstolo e bispo. Até “pastoras” “apóstolas” e “bispas” já se pode encontrar por aí. Como se deu essa evolução ministerial a ponto de hoje obreiros se atropelarem por serem tantos, onde alguns estão a aguardar na fila a oportunidade de irem aos campos? Vamos entender isso, voltando um pouco na história.

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA IGREJA

Desde que aconteceu a institucionalização da igreja por parte de Roma no sec. III, a igreja do Senhor como corpo orgânico, formado de pedras vivas que é o verdadeiro templo e morada do Espírito Santo, perdeu o seu devido valor e foi esquecido o motivo pelo qual Jesus a estabeleceu neste mundo que é viver uma vida de santificação e ganhar almas e prepara-las para o reino dos céus. Roma não apenas institucionalizou a igreja, como também criou as diretrizes para que ela fosse regida e dominada por homens, como foi revelado a João no Apocalipse (Apocalipse 2 : 6 ; 15). Ao mudar as regras divinas, institucionalizando a igreja, Roma estabeleceu o sistema clerical copiando o modelo do sistema sacerdotal levita do antigo concerto, onde Arão era o sumo-sacerdote, sendo auxiliado pelos filhos e os demais levitas. Como o modelo de hierarquia foi copiado do sistema levítico, Roma também estabeleceu seus ministros e, para sustenta-los, criou o sistema de manutenção de obreiros conforme era no antigo concerto – em dízimos e ofertas.

É bom ressaltar que no sistema levítico os dízimos eram em mantimentos e as ofertas em animais; e em casos específicos dinheiro para a manutenção do templo de Jerusalém que na época era a casa do Senhor. Mas Roma, estabelecendo suas próprias regras, converteu tudo para dinheiro na nova aliança (tanto os dízimos como as ofertas). Ao longo dos séculos, esse modelo foi mantido e, após a reforma protestante no sec. XV, continuou sendo praticado e defendido pelas igrejas protestantes e evangélicas. Em relação aos ministros (obreiros), mudaram-se apenas os títulos ou as nomenclaturas dos obreiros, mas conservou-se o mesmo sistema e ordem hierárquica como Roma criou, assim como a manutenção dos mesmos.

Depois da reforma, essa institucionalização abriu espaço para que novas igrejas fossem criadas de acordo com a conveniência e o desejo das pessoas (2Timóteo 4 : 3). Aos Coríntios, Paulo demonstrou preocupação com a possível divisão da igreja como corpo de Cristo. "Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?" (1Coríntios 1 : 13). Mas o que Paulo tanto temia, Roma conseguiu fazer e hoje, quase que todo dia nasce uma nova igreja com sua nomenclatura e doutrina peculiar. Cada uma com seu regimento interno, com regras e estatutos específicos. Porém, o mais controverso de tudo isto é que todas reivindicam para sí o título de ser a “igreja do Senhor”, muito embora, muitas delas sejam exclusivistas não permitindo que seus membros tenham qualquer tipo de comunhão com membros de outras. Quando ganham um prosélito, batizam-no para o tornarem membro e mantenedor daquela instituição (Mateus 23 : 15).

A institucionalização da igreja, também resgatou o modelo de congregar-se em um templo como foi praticado no antigo concerto. Templos esses que também são chamados de “casas de Deus”, ignorando o que está escrito que Deus não habita mais em templos feitos pelas mãos dos homens (Atos 7 : 48 ; 17 : 24). Assim, tal doutrina exige que sejam separados homens para oficiarem nestas “casas de Deus”. Alguns fundadores de igrejas institucionais se auto intitulam pastores, apóstolos, bispos, etc. Mas outras mais “organizadas” criaram suas convenções particulares, elegendo seus “presidentes” e dando autonomia a estes para escolher e separar seus obreiros; tirando assim o privilégio da igreja de fazer isso como foi no principio. A igreja como coluna e apoio da verdade deixou de tomar as decisões, desde que Roma a institucionalizou. Hoje, são os conclaves e as convenções que detém esse poder.

Com toda essa confusão formada, cada obreiro que é separado se acha no direito de abandonar seu emprego para viver “exclusivamente da obra” como eram os levitas da antiga a aliança. E esse viver da obra, significa que a igreja tem a obrigação de pagar pelos honorários de obreiro. Ignoram que o maior pregador, missionário e apóstolo dos gentios que foi um imitador de Cristo, muito ensinou sobre a nobreza do trabalho para não onerar a noiva do Cordeiro (Atos 20 : 34 ; 1Tessalonicenses 4 : 11 ; 2Tessalonicenses 3 : 10). Por causa deste modelo implantado na igreja, tem suscitado no meio da igreja o seguinte questionamento: Deve o obreiro receber o sustento da igreja?

Sim, o obreiro precisa ser sustentado pela igreja, pois assim a bíblia ensina. Contudo, é preciso saber qual tipo de obreiro é digno dessa bênção.

O EXEMPLO DE PAULO

Como já foi falado, Paulo foi o maior pregador depois de Jesus. Ele e os companheiros que escolheu para realizarem a obra de Deus evangelizaram toda a Ásia Menor e a Europa, onde plantaram o evangelho. Paulo foi escolhido pelo próprio Senhor para o apóstolo dos gentios (Gálatas 1 : 15 ; 1Coríntios 15 : 8). Ele fez jus a sua chamada missionária e levou a Palavra do Senhor aos lugares mais difíceis e hostis, com perigo até da própria vida (Atos 20 : 24). Mas em momento algum, Paulo deixou transparecer que sua posição como ministro do evangelho, dava-lhe o direito de ser sustentado pela igreja, vivendo daquilo que hoje chamam de dízimos e ofertas, como muitos obreiros entendem atualmente. Em muitas das cartas dirigidas às igrejas que Paulo plantou com seus companheiros, ele exortou os irmãos a valorizarem o trabalho e ainda a notarem aqueles que queriam viver de outra maneira. O trabalho digno foi ensinado por Paulo como uma tradição a ser seguida, onde ele mesmo deu o grande exemplo, para que fosse imitado (Atos 20 : 34 , 35 ; 2Tessalonicenses 3 : 6 – 12).

Porém, Paulo enfrentou dura oposição a seu ministério apostólico e um dos grandes problemas que Paulo enfrentou nas igrejas gentias, foi quanto a questão dos judaizantes que, ainda presos as tradições judaicas, queriam descaracterizar Paulo como apóstolo, por este não usufruir da igreja o direito que os levitas recebiam dos hebreus pelo serviço que executavam no santuário. Paulo era um conhecedor da lei, mas também a ele foi revelado o evangelho da graça salvadora que age na vida dos homens diferente do conceito da lei. Paulo sabia que nenhum obreiro da nova aliança deve exigir sustento da igreja nos moldes do sistema levítico, mas os judaizantes queriam forçá-lo a isso, para que e também eles pudessem ter uma justificativa para explorar a igreja na ausência de Paulo. Por isso acusavam Paulo de não ser apóstolo ou de ser um falso obreiro (1Corintios 9 : 1). Por isso, Paulo se vê no dever de explicar aos crentes de Corinto, como era o sustento do ministro na lei e como deve ser no atual tempo da graça.

“Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1Corintios 9 : 13 , 14).

“Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo?.." Aqui Paulo está falando dos levitas (filhos de Levi) que eram os auxiliares dos sacerdotes e a quem Deus deu por herança todos os dízimos em Israel (Números 18 : 21). E dízimo não era dinheiro, mas comida (mantimento). E essa comida que era a décima parte da colheita e dos rebanhos era sagrada, isto é, separada para os levitas por que não receberam herança na terra para tirar seu próprio alimento. Então, os levitas comiam dos dízimos que eram levados ao templo como MANTIMENTO (Malaquias 3 : 10). "E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?..". Já aqui Paulo está se referindo aos sacerdotes que comiam partes das ofertas que se levavam sobre o altar. Ofertas que também não eram dinheiro, mas animais para serem imolados no lugar do ofertante que obrigatoriamente tinha de levá-las no altar para que seus pecados fossem cobertos.

"Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1Corintios 9 : 13 , 14). Aqui Paulo alude ao que ensinou Jesus quando em missão enviou os doze apóstolos (Mateus 10 : 5 - 10),  e depois setenta (Lucas 10 : 3 - 7). Seguindo o mesmo principio do ministro na antiga aliança, Jesus fala do sala´rio do obreiro que é a comida que lhes é fornecida quando em missão, pois ministério cristão não profissão.

Mas muitos ministros utilizam esse escrito de Paulo para defenderem o direito do sustento da igreja em valores monetários, alegando que Paulo assim ensinou. Ora, Paulo em momento algum está ensinando isso e nem tampouco ordenando a igreja a seguir os ritos da lei. Seria uma grande contradição da parte dele, uma vez que ele mesmo ensinou que a lição do antigo testamento foi por Cristo abolida (2Corintios 3 : 14). Na defesa perante aqueles que o acusavam, Paulo usa a lição de como o ministro era sustentado na lei. “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?” (1Corintios 9 : 13)

Mas na graça, não existe mais templo e nem altar. O templo de Deus hoje é o nosso corpo (1Corintios 3 : 16 ; Hebreus 3 : 6); o altar é a nossa própria vida, onde oferecemos a Deus nossos corpos como sacrifício vivo que é o nosso  culto racional (Romanos 12 : 1). Mas ninguém; nem sacerdote, levita ou quem quer que seja tem o direito de exigir sustento desse templo vivo: “Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo." (Hebreus 13 : 10). O Ministro do evangelho da graça em hipótese alguma deva cobrar para fazer a obra, mas dar de graça o que de graça recebeu (Mateus 10 : 8). O que Jesus ensinou aqui foi o que Paulo também ensinou aos Coríntios: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1Corintios 9 : 14). Viver do evangelho não significa receber salário para pregar as boas novas, visto que este é um privilégio de todos aqueles que aceitam o Salvador. Logo, todos os crentes que pregam o evangelho (inclusive eu) poderiam também cobrar da igreja esse direito e assim impor um grande impedimento ao evangelho. Paulo e seus companheiros se guardaram disso: "Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo."  (1Coríntios 9 : 12).

Contudo, aquele que voluntariamente sair para levar o evangelho a outros lugares, deva se contentar com aquilo que aquele que for alcançado pela palavra sentir de abençoá-lo, não como pagamento, mas como um reconhecimento pelo serviço prestado quando em missão fazendo a obra do Senhor. Foi isso que Paulo ensinou, mas que muitos torcem como Pedro já havia profetizado: “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2Pedro 3 ; 15 , 16).

Mas Paulo não recebeu salário da igreja? "Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado." (2Coríntios 11 : 8). A ajuda que Paulo recebeu das igrejas, como ele bem diz neste texto, foi quando esteve encarcerado e impossibilitado de trabalhar, pois, “quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado”.

 O RECONHECIMENTO DA IGREJA PARA COM SEUS OBREIROS

"E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós" (1Tessalonicenses 5 : 12 , 13).

Assim como as igrejas que Paulo plantou com seus companheiros reconheciam o labor de seus obreiros, deve também a igreja atual fazer o mesmo. Porém, é necessário reconhecer qual o obreiro é digno dessa graça. Jesus edificou Sua igreja e a ela concedeu dons ministeriais para sua edificação: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4 : 11 , 12). Dons esses que hoje muitos confundem como profissão digna de se receber salários. Mas não foi esse o propósito de Deus ao colocar esses dons na igreja? Absolutamente não! A igreja no principio era governada pelos apóstolos que tinham a responsabilidade de guiar a igreja na sã doutrina (Atos 2 : 42). Os apóstolos cuidavam de todos os problemas das igrejas, administrando inclusive as doações dos irmãos, repartindo essas bênçãos segundo a necessidade dos irmãos (Atos 4 ; 34 - 37). Aos Coríntios Paulo mostra que os apóstolos foram colocados na igreja como primazia: "E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas." (1Coríntios 12 : 28). Com o passar do tempo e a expansão da igreja fora dos limites de Jerusalém, esta responsabilidade foi atribuída aos presbíteros.

QUEM ERAM OS PRESBÍTEROS?

Presbítero do grego presbyteros que é: “ancião, aquele que apascenta”. Os presbíteros eram homens de idade madura, experientes e idôneos. Eram os anciãos na igreja a quem foi atribuída a responsabilidade de apascentar o rebanho de Deus. Os presbíteros são homens que pela idade e experiência episcopal iniciaram a carreira ministerial servindo como pastor e bispo: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue." (Atos 20 : 28). Mas, as convenções atuais de ministros evangélicos colocaram a figura do presbítero como um mero auxiliar do pastor, dando margem para se “consagrarem” presbíteros com qualquer idade e sem levar em conta as qualificações necessárias (1Timóteo 3 : 1 – 7). Porém, perante Deus, é o presbítero (ancião) que tem a autoridade para cuidar do seu rebanho. A eles é exigido o devido respeito e reconhecimento: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário”. (1Timóteo 5 : 17 , 18). Nesse particular alguns que não são presbíteros, mas recebem salário da igreja, tentam se justificar dizendo que presbítero e pastor são posições ministeriais sinônimas, mas não é.

Pedro era apóstolo, mas na sua idade avançada se reconhecia presbítero e aconselhava de igual modo àqueles que deveriam cuidar do rebanho de Deus. “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1Pedro 5 : 1 – 3).

Paulo enviou Tito a Creta para lá estabelecer presbíteros nas igrejas: "Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:"  (Tito 1 : 5). O presbítero é o anjo da igreja, com autoridade comparada ao sacerdote do antigo concerto (Êxodo 22 : 28). Por isso, qualquer acusação contra ele só pode ser aceita com mais de duas testemunhas: "Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas." (1Timóteo 5 : 19). Somente os presbíteros poderiam ungir os enfermos: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;" (Tiago 5 : 14).

CONCLUSÃO

Os presbíteros são os únicos credenciados a receberem ajuda da igreja. Pela idade e experiência ministerial eles são pastores e bispos também. Eles são os pastores citados em Hebreus 13 : 7 e 17. Sendo os presbíteros anciãos e impossibilitados de trabalharem como Paulo e seus companheiros faziam; tendo eles agora o tempo necessário para dedicarem-se a igreja, doutrinando e alimentando com a Palavra a eleita do Senhor, é mais que justo que esta reconheça o seu trabalho, como Paulo aconselhou a igreja da Galácia: "E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui." (Gálatas 6 : 6). "E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;" (1Tessalonicenses 5 : 12).

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará

29 comentários:

  1. Meu irmão, nos tempos vergonhosos que vivemos, não só virou profissão em algumas igrejas como cabide de emprego e o famoso nepotismo.O modelo corrupto da igreja imperial continua em nossos dias e cada vez mais de maneira escrachada.

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    1. E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;
      Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a tessalônica.
      Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
      Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.
      O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
      Filipenses 4:15-19

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    2. Paulo estava em prisão e recebendo ajuda das igrejas que plantou. Mais que justo a igreja reconhecer o trabalho desse grande obreiro. Os obreiros atuais não chegam nem aos pés de Paulo.

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    3. Alexandre Lourenço20 de maio de 2017 09:27

      Entendo que aquele que vive para o Evangelho precisa ser mantido pelo Evangelho, pois se não sustentarmos aos vocacionados, como a mensagem de Cristo chegará onde os presbíteros não podem ir. A mensagem precisa ser ensina com qualidade e santidade. Não podemos simplesmente abrir as portas dos templos esperando que venham os necessitados(viciados, ladrões, prostitutas,etc.). 1 Cor. 1:9.

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    4. Alexandre Lourenço , Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas;(Jo14:12)

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  2. Irmão Reginaldo, muito bom o seu estudo!Peça ao Marcelo para ler Atos, cap.20, vers.28-35.

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    1. Gabriel Gomes Ferreira , vc gostaria de "perder o seu direito" de sustento ??? acredito que não !!! Os levitas que ministravam na Casa de Deus também não.(Ne13:10-11) Os Ministros do evangelho hoje que ministram na Casa de Deus(1Tm3:15) tem o mesmo direito.(1Co9:9-10) A justiça , a misericórdia , e a fé e o dízimo são preceitos do A.T. que foram mantidos por Jesus no N.T.(Mt23:23) Dízimo é uma medida de cálculo e não é pecado.

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    2. O que seria a Casa de Deus hoje? Seria um templo ou um tabernáculo? Nenhum dos dois, pois na atual dispensação Deus preferiu habitar nos crentes em vez de numa casa de pedras construídas pelas mãos dos homens. Eis aqui um mistério e o grande privilégio que a graça de Deus nos proporcionou.

      Mas como expliquei neste estudo, os templos hoje existentes são heranças deixada pela igreja romana que institucionalizou o cristianismo, bem como aqueles que nos templos ministram. A igreja romana profissionalizou o que deveria ser vocação. Porque Paulo que era obreiro trabalhava para se manter? Por que ele, como conhecedor da lei entendeu claramente que a lei do levirato não se expandiria a igreja de Cristo.

      Logo, os que tentam se assemelhar aos levitas, exigindo pagamento pela pregação estão decaídos da graça. Expliquei aqui que os presbíteros são os únicos credenciados a pastorearem as igrejas , pela idade e experiência. Estes, por não poderem mais trabalhar para se manterem por causa da idade, devam ser sustentados pela igreja.

      Devam ser mantidos por doações voluntárias, pois o dizimo não existe na graça.

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    3. Reginaldo Barbosa , eu tenho uma perguntinha fácil pra vc. Silas Malafaia é culpado ou inocente de receber R$100.000 e declarar ao imposto de renda ? https://www.youtube.com/watch?v=MnVfr8Lu2Iw https://www.youtube.com/watch?v=Wo1ZOSxmJ24 https://www.youtube.com/watch?v=zXVc6fbgmgo

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  4. Marcelo irmão, Mateus 23:23(deveis)e (Fazeis) está no passado, é pretérito imperfeito. Isto é: Cristo ainda estava vivo,ou seja: ainda não tinha cumprido a lei.entao (ainda deveis fazer). mais com a consumação não (deveis) mais pq ficou (perfeito) e o (deveis e Fazeis) ficou no passado.

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    1. A tua justiça , a tua misericórdia e a tua fé também "ficou" no passado ? (Mt23:23) Conta outra , esse seu Argumento é tão fraco , mais tão fraco que eu não sei quem está precisando + de espinafre vc ou o Popeye , kkkkkkkkkkkkkkk

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    2. Antônio Silva , A justiça , misericórdia , fé e o dízimo são preceitos confirmados no Ministério de Jesus.(Lc3:23) (Mt23:23) LEIA + A BÍBLIA E PARE COM ACHISMO SEM NENHUM FUNDAMENTO BÍBLICO !!!

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  5. KKK, não irmão, aí é um texto para os fariseus resumir,e escolher o que é mais importante e melhor. para a misericórdia e a fé não ficar no passado, no 23:24 ele fez uma comparação,usou um mosquito como seus ensinamentos, e um camelo como a lei mosaica. Aí ficou ao critério dos fariseus, ou eles fica com o mosquito que é Cristo,(misericórdia,e fé). Ou escolher Moisés que é o camelo,613 ordenanças.

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    1. A justiça ,misericórdia e fé é só pra fariseu é ? Já vi que a tua cegueira espiritual é gigantesca. Tem alguns "supostos cristãos" tipo assim como vc contrário ao dízimo que exclui somente o dízimo desse versículo(Mt23:23), mas vc ganhou de todos eles excluiu todos preceitos de Deus. Já que vc diz que Moisés é o camelo com as 613 ordenanças. Explique essa sua baboseira e risque do N.T. o "Está escrito" (1Co9:9-10) (At23:5) (Rm1:17) (Rm2:24) (Rm3:4) (Rm3:10) (Rm4:17) (1Co9:9-10) (2Co8:15) (1Tm5:18-19) (1Pe1:16) “Está escrito: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. E lembre-se vc não pode mais praticar mesmo os discípulos afirmando que sim hipócrita !!! Faça-me o favor não mencione mais as suas heresias a minha pessoa , Bye Bye !!!

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  6. Matheus 10:2-4, 1Pedro 5:1-2, 1Coríntios 9:15-19, 2tessalonicenses 3:9-10 colossenses 2:14, Matheus 25:34-35

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  7. Em mateus 23 ainda existia o templo,levitas sarcedotes e obvio ele ainda nao tinha padecido na cruz..e mais ele estava direcionando aos sarcedotes que tinha por obrigacao cumprir a lei,agora nen templo e nen sarcedotes levitas existe..e porque ainda dizimos?

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    2. larison rodrigues dos Santos, Porque o dízimo(décima parte) pertence a Deus , é uma mensagem profética(Ml3:8)(Ap11:13) está no verbo presente(Hb7:8) veja os vídeos https://www.youtube.com/watch?v=MqYWEjtnmA8 https://www.youtube.com/watch?v=i-E7D9Yo57o

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    3. Com certeza Larisson.

      Mas os cães gulosos jamais aceitarão a verdade que a Palavra de Deus fala sobre isso.

      O juízo os aguarda. Fica na fé irmão.

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    4. larison rodrigues dos Santos, E quanto ao dízimo de (Mt23:23) Quero frisar que Jesus ensinava sim por parábolas(Mt13:34) e o que foi censurado por Jesus "não" foi o dízimo e sim as atitudes do religiosos da época , e eles não eram justos , não tinham misericórdia e não tinham fé (Mt23:23) , mas praticavam somente o dízimo a vista do povo e não praticavam os outros preceitos que também eram importantes , e que estavam na lei e foram enfatizados por Jesus , se assim tivessem praticado e acreditassem no messias o que não o fizeram , pecaram contra Deus. Que eu saiba esses mesmos mandamentos enfatizados por Jesus a justiça , misericórdia e a fé também se encontram no A.T. e no N.T. Ou não ? E porque excluir somente o dízimo se os 4 preceitos foram enfatizados por Jesus abertamente (Mt23:23) Portanto Justiça, misericórdia , fé e o dízimo são os 4 preceitos de Deus mantidos por Jesus. O evangelho de Mateus Provavelmente foi escrito depois da morte de Jesus (31 d.C.) entre os anos 50-65 d.C. Portanto dentro da nova aliança.

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    5. Você está correto Larison Rodrigues,

      Em Mateus 23.23 os fariseus cumpriam a lei, dizimando aquilo que foi estabelecido em lei e não podia ser mudado. Eles dizimavam em produtos da terra como hortelã, endro, cominho e demais hortaliças. No cumprimento da lei, Jesus aconselhou-os a continuarem dizimando exatamente naquilo que a lei exigia.

      Será que os cães gulosos aceitariam receber dizimos em hortelã, endro e cominho ou demais hortaliças?

      Jamais. Mas louvo a Deus por seu entendimento das Escrituras. Prossiga nessa fé e Deus te abençoará mais e mais.

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    7. larison rodrigues dos Santos , A justiça , misericórdia , fé e o dízimo são preceitos confirmados no Ministério de Jesus portanto cristão.(Lc3:23) O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão(Mt24:35) Assim como todos os mandamentos ordenados por Deus. “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Ml3:6) (Tg1:17) Um mesmo estatuto haja para vós, ó congregação, e para o estrangeiro que entre vós peregrina, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor. Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco.(Nm 15:15-16) Deus é Deus apenas dos judeus? Ora, não é Ele igualmente Deus de todos os povos? Evidente que sim, dos gentios também,(Rm3:29) Deus não faz acepção de pessoas;(At10:34) (Dt1:17) Rm2:11) E não somente por aquela nação, mas também para congregar em um só povo os filhos de Deus que andam espalhados pelo mundo.(Jo11:52) Em outras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados como descendentes de Abraão.(Rm9:8) “Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil (1000) gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos;”.(Dt7:9) Mas a misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;Sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.(Sl103:17-18) Porquanto, nisto consiste o amor a Deus: em que pratiquemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são penosos. (1Jo5:3) Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.(Jo14:23-24)Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.(Ap14:12) “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’”. (Mt4:4) A profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.(1Cor14:22) Porquanto tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo provenientes das Escrituras, mantenhamos firme a nossa esperança. (Rm15:4) Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.(2Tm3:16-17)

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  8. Muito boa algumas explicações mas acho que vc esqueceu de ler Mateus cap.21 e vers. 13

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    1. Olá sr Anônimo. Poderia me dizer o que Mateus 21,13 tem a ver com o tema em apreço?

      Se quiser entender esse texto de Mt 21.13, leia o artigo clicando no link abaixo:

      http://crentefeliz.blogspot.com.br/2017/10/nao-facam-da-casa-de-meu-pai-uma-casa.html

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