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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Porque a iniquidade vai deixar muitos crentes fora do reino de Deus?


"Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros."  (Hebreus 1 : 9).

Muitos cristãos confundem iniquidade com pecado e, geralmente consideram os dois como sendo a mesma coisa. Se iniquidade e pecado são a mesma coisa, por qual motivo eles são citados isoladamente? A bíblia fala em iniquidade cerca de 262 vezes e o pecado em 542.

A iniquidade atinge pessoas de todas as classes, inclusive religiosos. Ela faz com que pessoas santas se tornem ímpias sem que se deem conta disso.

O que vem a ser iniquidade?

Do grego: ανομια (anomia); negação da lei. Ilegalidade; falta de conformidade com a lei; violação da lei; iniquidade; impiedade.
Do latim: iniquitas.atis; ilegalidade que se refere à qualidade de ímpios. Seus sinônimos são: injustiça, malícia, infâmia ou desgraça.

A Iniquidade é o oposto da Equidade que é um dos atributos divinos, que é a prática da justiça em todos os sentidos (Salmos 45 : 5 ; 67 : 4 ; Filipenses 4 : 5). Assim, Iniquidade é a prática da injustiça em todos os sentidos, principalmente quando praticada contra o próximo. É a falta de amor, respeito e até consideração. João diz que “Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade” (1João 3 ; 4). Mas em certos casos, diante de Deus a iniquidade chega até ser mais grave que o pecado do homem. Em Ezequiel 18.4, o Senhor diz que cada um morrerá pelo seu próprio pecado, mas em relação àquele que comete iniquidade, diz o Senhor que Ele castigaria essa ação nos seus descendentes até a terceira e quarta geração (Êxodo 20 : 5 ; 34 : 7). Os nossos pecados ferem o Senhor, mas as nossas iniquidades o moem (Isaías 53 : 5).

O mundo antigo e as cidades de Sodoma e Gomorra vieram a ser destruídos por causa da iniquidade. Jesus chega a tomar como exemplo o que aconteceu naqueles dias como evidência de seu retorno a este mundo: "E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem."  (Mateus 24 : 37) ; "Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam;"  (Lucas 17 : 28).

OS DIAS DE NOÉ

Os dias de Noé também foram marcados pela multiplicação da iniquidade, além da depravação moral, da corrupção e da violência que chegaram a um extremo que Deus não pode mais suportar. Fatos que presenciamos atualmente.

Em uma geração corrompida e alienada dos princípios divinos, Noé achou graça diante de Deus. Apesar de conviver em meio a ímpios, Noé era justo, isto é, ele praticava a equidade. Ser justo não significava que Noé era mais perfeito que seus contemporâneos, mas sim que ele não compartilhava das mesmas ideias e pensamentos daquela geração. Apesar de tudo ele amava aquelas pessoas perdidas, querendo a mudança das mesmas. Noé tinha fome e sede de justiça (Mateus 5 : 6). Sua justiça foi o diferencial para que Deus o escolhesse no meio daquela geração perdida. É bem certo que ele pregou por 120 anos sem que  ninguém se arrependesse, mas Noé ganhou sua família para Deus, onde todos se salvaram. Em meio a grande iniquidade, Noé preservou sua justiça e foi salvo junto com sua família.

OS DIAS DE LÓ.

Nos dias de Ló, Sodoma e Gomorra entraram por um caminho de devassidão e imoralidade, indo contra os princípios da moral e da ordem. Mas não foi só isso que ocasionou a ira de Deus sobre aqueles lugares. Ezequiel mostra o principal motivo pelo qual Deus se indignou com aquele povo: "Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado."  (Ezequiel 16 : 49). O profeta Jeremias ao se referir ao castigo de Jerusalém pelas mãos dos babilônios, fez referência ao triste destino de Sodoma e Gomorra: "Porque maior é a iniquidade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, a qual foi subvertida como num momento, sem que mãos lhe tocassem."  (Lamentações 4 : 6).

OS ÚLTIMOS DIAS.

"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará."  (Mateus 24 : 12).

Segundo as palavras do próprio Senhor Jesus, a iniquidade chegaria a um extremo insuportável nos dias anteriores a sua vinda. A consequência desse aumento seria o esfriamento do amor de muitos em relação a Deus e ao próximo. O esfriamento do amor não diz respeito a disposição de ir aos cultos regularmente ou de fazer a obra como muitos pensam. Não, esse esfriamento está relacionado a comunhão com o semelhante. A iniquidade é um mal agindo poderosamente no presente século, um sinal da vinda do Senhor que atingiu até os que professam servir a Deus. O anjo da igreja de Éfeso foi elogiado pelo Senhor por muitas obras que realizou, mas foi advertido quanto a voltar a prática do primeiro amor, da qual havia caído (Apocalipse 2 : 4 , 5). Que prática era essa? De viver o amor fraternal sob a qual a igreja nasceu, onde todos se honravam repartindo o que tinham para que ninguém tivesse falta de nada (Atos 2 : 44 , 45 ; 4 : 34 , 35). As contribuições na igreja primitiva visavam exclusivamente o bem comum de todos e lá não houve injustiça (iniquidade), até a chegada de Ananias e Safira (Atos 5 : 1 – 10). Mas a iniquidade desse casal foi punida com a morte como um exemplo àqueles que não se arrependerem desse mal. Por isso, o anjo da igreja de Éfeso foi advertido pelo Senhor:  "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres."  (Apocalipse 2 : 5).

A iniquidade será o motivo pelo qual muitos crentes e até líderes cristãos; que embora cheios de dons espirituais, ficarão de fora do reino de Deus, pois que Jesus disse:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7 : 21 – 23).

Deus nos guarde de sermos iníquos.

Reginaldo Barbosa
Santa Bárbara do Pará

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